O mercado para a venda de produtos de origem animal, produzidos pelas agroindústrias de Santa Cruz do Sul, agora está mais amplo. O Município concluiu o processo de adesão ao Sistema Unificado de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf). A portaria da Secretaria Estadual de Agricultura foi publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 28 de novembro.
A partir de agora, as empresas que aderirem ao Susaf poderão vender seus produtos para todo o Estado do Rio Grande do Sul e não somente em âmbito municipal. Um decreto emitido em setembro deste ano facilitou o processo de adesão dos municípios, alterando as antigas regras, que limitavam o enquadramento de estabelecimentos na categoria pequeno porte.
Com essa nova regulamentação, não serão efetuadas mais auditorias prévias por parte do Estado, o processo se dará por meio de análise documental das empresas. A liberação é somente para produtos de origem animal processados e embutidos. Não se enquadram abatedouros e nem frigoríficos, cujo procedimento não é automático.
Para ingressar no Susaf, a agroindústria ou empresa equivalente, precisa estar cadastrada junto ao Sistema de Inspeção Municipal (SIM), possuir área construída de até 250 metros quadrados, operar exclusivamente com mão de obra familiar ou com 10% de contratados, no caso da empresa de pequeno porte. A produção deve ser de origem própria para as agroindústrias familiares.
“A partir de agora os estabelecimentos que aderirem vão poder participar de feiras como Expoagro Afubra, Expointer e outras. Antes nenhuma empresa de Santa Cruz podia participar”, disse o diretor de Desenvolvimento Agrossilvipastoril, engenheiro agrônomo Clero Ghisleni. Ele acredita que para os novos empreendimentos e também feirantes que agora estão se regularizando é mais uma possibilidade de ampliar mercados. “O Município cria assim condições para que os estabelecimentos possam ir além do nosso território, exportando e criando divisas”.
Já o coordenador do SIM, médico veterinário Jorge Loebens, ressalta que, se por um lado aumentam as chances de comercialização, por outro lado cresce a responsabilidade, tanto por parte do Município como dos empreendedores, que devem garantir as condições higiênico sanitária dos produtos oferecidos. “Cria-se uma abertura para a comercialização, mas em nenhum momento isso significa uma facilidade. A inocuidade, a integridade e a qualidade dos produtos devem continuar a ser observadas com rigor”, disse.
Interessados em ingressar no Susaf devem procurar a Secretaria Municipal de Agricultura (Seagri) para receber orientações e encaminhar a habilitação. O procedimento leva em torno de 30 dias. O primeiro passo é a participação no Programa Estadual de Agricultura Familiar (PEAF), cujo encaminhamento é feito pela Emater-RS/Ascar, e, depois a formalização junto ao SIM.
Segundo Ghisleni, atualmente Santa Cruz do Sul possui 18 agroindústrias registradas no SIM e dessas, quatro estão também registradas no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), podendo comercializar em todo o território nacional. “As outras 14 poderão ampliar seus mercados, desde que atendam aos critérios do Susaf”, disse ele.














