LUANA CIECELSKI
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A sessão da Associação Amigos do Cinema dessa terça-feira, 11 de julho, fará a exibição de um filme bastante recente: “Life – Um Retrato de James Dean”, do holandês Anton Corbijn, lançado em 2016 nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Austrália e Canadá. Com 111 minutos, o longa-metragem é baseado em fatos reais e ambientado em meados da década de 50.
Ele nos mostra o início da trajetória do rebelde ator norte-americano James Dean (interpretado por Dane De Haan) na indústria do cinema. Tudo começa quando ele é descoberto pelo fotógrafo Dennis Stock (Robert Pattinson) que resolve apostar todas as suas fichas nele. Juntos eles começam a fazer sessões de fotos que podem alavancar a carreira de Jimmy, como é conhecido o jovem ator.
No caminho para ser uma estrela de primeira grandeza, porém, Jimmy tem que saber jogar o jogo da indústria cinematográfica. Ele também precisa lidar com questionamentos sobre o destino e com o medo que há de sua parte e da parte do fotógrafo em se arriscarem pela profissão. O filme é aclamado pela crítica por ter ótimas atuações, um roteiro competente, além de uma trilha sonora interessante.
A sessão acontece na Sede do Sindibancários, no Centro de Santa Cruz, a partir das 20 horas. A entrada é gratuita. O trailer do filme pode ser conferido na página do Facebook do Riovale Jornal (www.facebook.com/riovalejornal).

O VERDADEIRO JAMES DEAN

James Byron Dean foi um ator norte-americano e é até hoje considerado um ícone cultural, como a melhor personificação da rebeldia própria da juventude da década de 1950. Filho de fazendeiros, aos oito anos ele já tocava violino e fazia aulas de sapateado e aos 14 anos começou a participar do teatro de sua escola.
Em 1949, Dean foi para Los Angeles, com a intenção de estudar arte dramática. Não demorou muito, porém, para que abandonasse a faculdade e fosse para Nova Iorque cursar o lendário Actor’s Studio de Lee Strasberg.
Entretanto, sua vida foi bastante curta. Morreu aos 24 anos, em 30 de setembro de 1955, em um acidente de carro. No dia em que morreu, James Dean ainda esgotava ingressos com o seu primeiro filme. Postumamente ele ainda ficou consagrado por sua atuação no filme “Juventude Transviada” (Rebel Without a Cause), terminado de gravar poucos dias antes de sua morte. Também recebeu duas indicações ao Oscar, postumamente. Em 1956, por “Vidas Amargas” (a primeira indicação póstuma na história da premiação), e em 1957, por “Giant”, ambas por melhor ator. Ganhou dois prêmios do Globo de Ouro, em 1956 como melhor ator e, no ano seguinte, num prêmio especial que o consagrou como ator favorito do público.














