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Amprotabaco participa de encontro na Missão Diplomática na Suíça

Delegação teve acesso à informações como a de que a próxima Conferência será na Holanda em 2020

A delegação formada por membros da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) participou de um encontro na Missão Diplomática do Brasil na Suíça. O encontro serviu para estreitar os laços da entidade com a diplomocia, na intenção de conseguir mais informações sobre as discussões da conferência, que passaram a ter acesso restrito no segundo dia da 8ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do tabaco (COP-8). A embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo recebeu os membros da Amprotabaco e demais entidades que participam da conferência. 
Segundo o tesoureiro da Amprotabaco, Giovane Wickert, a recepção na embaixada foi calorosa. “Nós pudemos ter a oportunidade de falar em nome da Amprotabaco, deixando claro o interesse na discussão sobre o contrabando, que prejudica toda a cadeia produtiva.” Wickert explicou que o tema interessa toda a cadeia produtiva, que prejudica a produção e o próprio governo, que deixa de arrecadar tributos por meio do mercado ilegal. 
Conforme o consultor executivo da Amprotabaco, Dalvi Soares de Freitas, a reunião serviu para esclarecer pontos que a entidade não tem tido acesso, como os atos da delegação brasileira na COP-8. “Claro que não se tem acesso a tudo, mas descobrimos, por exemplo, que a delegação ainda não está tratando da criação de novos impostos, na intenção de criar o fundo social para diversificação”, explica. Freitas diz que o assunto corre nos bastidores da COP-8, e que mesmo sem acesso ao evento, a comitiva brasileira irá seguir acompanhando a proposta. 
O consultor diz que a delegação já sabe que a próxima COP será realizada na Holanda, em 2020. “Aproveitamos esta oportunidade para frisar que não queremos a criação de um novo imposto, com a intenção de diversificação da produção”, destaca. Sobre o imposto Wickert explica que há um temor muito grande, pois o processo já está bem avançado no Congresso, que tem chamado a proposta de “Cide Tabaco”. “Não sabemos se isto será usado para diversificação. Ele não prevê claramente a diversificação na produção, faz-se mensão à saúde e outras áreas”, detalha. A Amprotabaco e seus municípios querem, segundo ele, participar da discussão deste imposto. 
A comitiva da Amprotabaco conta também com a participação do vice-presidente da entidade no Rio Grande do Sul, Rudinei Harter. Nesta quarta-feira, 3, não estão previstas programações oficiais, pois o debate tem sido fechado à participação das entidades.