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Apae: abrindo as portas para o mercado de trabalho

Everson Boeck
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Com o objetivo de preparar os educandos para o mercado de trabalho, a Apae realiza oficinas pré-profissionalizantes para desenvolver as habilidades de alunos maiores de 16 anos. Essas atividades ajudam a identificar e trabalhar as potencialidades dos frequentadores da instituição, a qual possui parcerias com diversas empresas da cidade que buscam estes profissionais.
A Lei 8.213, de 24 de julho de 1991, determina cotas mínimas de contratação de trabalhadores com algum tipo de deficiência (PCD) para empresas com 100 ou mais empregados. De acordo com essa Lei, as empresas que têm entre 100 e 200 empregados devem reservar pelo menos 2% da quantidade de vagas para profissionais com deficiência, com até 500 funcionários a cota sobe para 3%; com até 1 mil, 4%; e acima de 1mil a cota estipulada pela lei é de 5%.
Segundo a diretora escolar da Apae, CiséleSehn de Borba, mais do que cumprir uma lei, atualmente as empresas querem aproveitar ao máximo as qualidades profissionais destas pessoas. “Mesmo que já tenham atingido a cota exigida pela lei, hoje em dia as empresas têm uma consciência humanitária e querem cumprir um papel social. A busca por profissionais PCDs é contínua”, explica
A professora Cristina FallerPetry, ressalta que, em alguns casos, existe a demanda, mas o aluno não está preparado para ingressar no mercado de trabalho. “Temos uma equipe que acompanha constantemente o aluno e ele só é liberado para ingressar em uma empresa quando esta equipe der o aval”, garante.
“Muitas vezes, nós fazemos visita à empresa e acabamos sugerindo outro setor para determinados alunos. Assim, conseguimos ajudar tanto os alunos quanto a empresa”, considera. Mesmo depois de empregados, os alunos continuam com acompanhamento psicológico na Apae. “Se o aluno tiver alta e, futuramente, necessitar de atendimento, ele será acolhido novamente pela instituição, ou seja, eles recebem oportunidades de ingresso no mercado de trabalho, mas têm acompanhamento permanente da entidade”, assegura Cristina.

Centro de Oficinas

Tão importante quanto a seleção dos profissionais é saber como inserí-los no contexto da empresa para que ele possa desempenhar suas atividades de forma plena, impactando positivamente o ambiente organizacional e ampliando suas possibilidades de desenvolvimento pessoal, beneficiando, dessa forma, empregador e empregado.
Neste sentido, é fundamental o trabalho desenvolvido, no Centro de Oficinas Protegida atualmente ele compreende as oficinas pré-profissionalizantes de Arte e Artesanato, Picagem de Espuma e Oficinas de Velas, que desenvolvem atividades profissionalizantes e/ou ocupacionais com os deficientes mentais, com respeito às suas limitações e com a valorização de suas potencialidades.
A professora Cristina FallerPetry, responsável pela oficina de Arte e Artesanato (com pintura em peças de madeira), explica que as oficinas promovidas pela Apae vão além de uma atividade manual. “Durante as oficinas são trabalhadas várias competências: responsabilidade (em cumprir horários, tarefas, qualidade do material produzido), cuidado com o meio ambiente, respeito aos colegas, noção de hierarquia, ética e muitos outros. Dessa forma, o aluno é preparado para o convívio social”, esclarece.

Banda Down – grupo de alunos com síndrome de Down que realiza apresentações com dublagens de músicas e dança, desenvolvendo habilidades da imaginação, expressão corporal e socialização.   

Banda Interativa – grupo de alunos que ensaiam semanalmente para apresentações de interpretação vocal e instrumental.As duas bandas são de responsabilidade da professora Carla Kniphoff.

Grupo de Danças – Neste grupo, composto por alunos de diversas idades, são contempladas as habilidade de dança e musicalidade, sob a coordenação da professora Viviane Lopes, os grupos de danças alemã, rock, gaúcha e expressão corporal, realizam apresentações para a Comunidade. Segundo a Diretora Escolar, Ciséle, “Percebe-se um avanço muito grande no desenvolvimento dos participantes desta oficina.”

Fotos: Arquivo/Apae

Alunos participam da oficina de Arte e Artesanato com pintura em peças de madeira


Alunos emocionam nas suas apresentações


Apaecriou a Banda Down há aproximadamente 14 anos