Cristiano Silva
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Rolf Steinhaus
Entidade visa melhorar desenvolvimento educacional das crianças
Na tarde de ontem, 24 de março, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Santa Cruz do Sul retornou as suas atividades dentro da Equoterapia. A ação, que é promovida desde 2007 pela entidade, visa ser um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, buscando o desenvolvimento das pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais.
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Verônica Scardoelli: “Oportunidade para todos”.
Para a coordenadora técnica da Clínica da Apae e fisioterapeuta, Verônica Scardoelli, a ação nos alunos por meio da Equoterapia serve como ajuda ao tratamento normal já realizado. “O atendimento serve como complemento à terapia funcional. Montamos esse projeto há sete anos desde que a Brigada Militar se mostrou solicita à nossa ação, que antes era realizada no Parque da Oktoberfest, mas devido à grande demanda, passamos a fazê-la aqui na antiga Escola Murilo Braga de Carvalho”, destacou Verônica, revelando ainda que todos os alunos tem aval médico para praticar a Equoterapia. “Todos são indicados pelo médico, aí fizemos um estudo de caso na reunião clínica e se vê quais são prioridades, onde a partir disso colocamos os alunos em uma lista de espera se fazendo um rodízio, para dar oportunidade para todos”, finalizou Verônica.
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Major Azevedo: “Importante para a comunidade e para o policial”.
AÇÃO SOCIAL
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Equoterapia é realizada pelo sétimo ano seguido pela Apae
O projeto conta com a parceria da Brigada Militar que disponibiliza os cavalos da corporação e funcionários para acompanhar o atendimento aos alunos.
Para o Major Azevedo, o projeto é de grande importância: “A Brigada Militar, através do policiamento montado, entende que esta ferramenta de trabalho é muito importante para a Apae e também para o policial, pois faz com que ele também interaja com a comunidade, principalmente na área de ações humanas, pelas pessoas que necessitam de uma atenção mais específica, uma atenção com muito mais cuidado, com muito mais observação. E isso faz com que o policial também entenda esse processo de readequação de alguém que muitas vezes não tem a sua própria proteção, que não consegue se movimentar ou conviver em um mundo sozinho, precisa do apoio da família, especialistas e também da Brigada Militar”, frisou Azevedo.
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Miriam Gressler: “Vamos dar sequência ao projeto”.
Segundo a presidente da Apae, Miriam Gressler, a ação deve continuar por um longo período. “A importância do projeto é muito grande. É importante para crianças e faz muito bem para elas. Pretendemos continuar, pois queremos fazer tudo que pudermos para melhorar a qualidade de vida dos alunos”, enfatizou Miriam.
De acordo com Elcina Morais Haas, mãe de Gabriela Haas Palhares e Gabriel Haas Palhares, de 10 e 11 anos respectivamente, integrantes do grupo praticante de Equoterapia da Apae, a ação é de grande valor. “Para eles é muito bom, fez um efeito muito grande nas crianças, agora eles não podem ficar sem os cavalos. Foi ótimo para o equilíbrio, para o comportamento, para a calma deles, que antes eram muito agitados”, revelou a mãe.
Já para Jaqueline Beatriz Shulz Bressler, mãe de Eduardo Luís Bressler, a Equoterapia ajudou bastante na evolução corporal. “Antes do Eduardo vir participar da atividade, ele era mais fraco, não sentava como está sentando agora no cavalo. A Equoterapia fez com que ele estimulasse o tronco. Desde que está aqui melhorou bastante”, observou Jaqueline.
O projeto ocorre todas as segundas e quintas-feiras na antiga Escola Murilo Braga de Carvalho (Av. Independência, nº 2824), das 13h30 às 17h30.
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Para as mães Elcina (e) e Jaqueline (d), Equoterapia está ajudando no desenvolvimento dos filhos














