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Artesanato: Arte em madeira para resgatar a infância

Diego Dettenborn – [email protected]
 
O sonho de ser criança eternamente e a busca pela juventude que ficou para trás é o que levou o artesão José Geraldo de Oliveira, de 50 anos, a transformar pedaços de madeira crua em brinquedos diferenciados, que atraem crianças e admiradores de todas as idades. Carros antigos, aviões, fortes, casas de bonecas e até mesmo casas de jardim são especialidades do morador de Sobradinho que busca na própria infância a inspiração para construir as peças. 
Foi em 1984, ainda de forma rústica e artesanal que José Geraldo começou a produção de brinquedos. Sem maiores pretensões a dedicação e o realismo encontrado em cada detalhe potencializaram o trabalho e modificaram o que em um primeiro momento seria apenas um hobby. A partir de 1995 a produção foi aprimorada e tomou novos rumos. 
Encomendas para toda a região e até mesmo contatos de fora do estado atestam a qualidade que já evidencia o trabalho como referência na área. A inspiração, segundo o artesão vem da própria infância. “O prazer de demonstrar para as crianças as coisas mais retroativas a minha infância nos produtos de hoje e o que eu vivi”, revela José Geraldo.
 
Luciana Castro

Produção de brinquedos é feita de forma artesanal 
 
 
 
“Elas veem os brinquedos e se encantam. Os fortes Apaches, as aldeias, os carros, os aviões. Este tipo de coisa é o que eu gosto de fazer, pra mim é uma terapia”, admite o artesão, ressaltando que é necessário sentir prazer no que faz. “Em toda profissão, independente do que for, exige que se tenha gosto pelo que se faz. Quando é feito com prazer o lucro é apenas conseqüência da dedicação.” 
Como se não bastasse a produção das peças, José Geraldo também é responsável pelo desenho e idealização.  Atualmente o artesão trabalha também com representação de outra espécie de produto, no entanto a maior parte do seu tempo é dedicada aos brinquedos de onde vem também sua maior renda.
 
Luciana Castro

José Geraldo: “O brinquedo tem que ser tocado, a criança tem que sentir, ver como funciona”
 
 
 
 
 

Resgatando a infância
 
São quase três décadas dedicadas ao trabalho. José Geraldo ressalta o verdadeiro sentido de cada brinquedo fabricado. “Vendi um postinho de gasolina para um cliente que queria presentear o filho, o rapaz foi na minha tenda agradecer pelo brinquedo, pois tirou o filho dele da frente do computador. O menino chegou em casa e ficou encantado com aquele brinquedo, então ele foi para a área, para a garagem, para o pátio, sempre com o brinquedo. Chamou amigos para brincar”, relembra. 
“Eu fico feliz, inclusive deseduco as crianças porque elas chegam na banca e as mães já gritam que não pode mexer, e eu faço questão que elas mexam. Brinquedo, se tu não pegar não tem graça, como olhar e não mexer? O brinquedo tem que ser tocado, a criança tem que sentir, ver como funciona. Na minha época nós fabricávamos as brincadeiras, é isso que busco hoje em dia e é isso que me gratifica”. Mais informações ou encomendas pelo e-mail [email protected].
 
 

Luciana Castro

José Geraldo trabalha há 29 anos na fabricação de brinquedos