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As origens no Brasil e no mundo

Divulgação/RJ

Primeiros carros eram puxados por animais

 

A partir do momento em que o homem deixou de ser nômade, para fixar-se em uma terra, surgiram necessidades banais. A preocupação e o combate ao fogo tornaram-se indispensáveis para proteger a humanidade da ameaça que ele representava.

Ao longo da história, grandes incêndios marcaram as sociedades ao redor do mundo e, a partir dessas tragédias, foi preciso criar uma corporação de combate ao fogo. Surge a primeira concepção do Corpo de Bombeiros.

Na Grécia, o sistema funcionava por meio de sentinelas noturnos, que faziam a vigilância de suas cidades e soavam alarmes em caso de incêndio. Também por necessidade, Roma decidiu implantar o sistema, quando a capital do Império encontrou-se inteiramente devastada pelas chamas. O incidente fez nascer o primeiro Corpo dedicado exclusivamente ao enfrentamento do fogo. 

Com os séculos, estas organizações evoluíram e a invenção de bombas e mangueiras de incêndio deram origem a uma nova era na luta contra o fogo. Era o fim da época dos baldes e o começo do ataque aos incêndios, com o lançamento de jatos de água em várias direções.

A companhia de 60 “guarda bombas” uniformizados, sujeitos ao militarismo, em Paris, foi um dos primeiros Corpos de Bombeiros organizados nos moldes atuais. Em pouco tempo, essas corporações alcançaram as grandes cidades ocidentais e atualmente estão espalhadas pelo mundo. Elas possuem, como principal missão, salvar a vida alheia, mesmo que para isso, seja preciso arriscar a própria vida. 

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Em 1913 a tração animal das viaturas, adotada em 1870, foi substituída pela mecânica

 

Histórico no Brasil

O badalar dos sinos anunciava que estava acontecendo um incêndio. Homens, mulheres e crianças saíam de suas casas, ou de onde estivessem, e corriam do local onde o fogo destruía algo. Todos juntos, faziam uma enorme fila e do poço de água mais próximo, passavam baldes de mão em mão, até que eles chegassem ao local que estava em chamas. Isto acontecia no Brasil até 1856, quando não havia homens especializados e contratados pelos Estados para o cargo de apagar incêndios. Não havia o Corpo de Bombeiros. É certo que, naquela época as ocorrências eram de menor proporção. Não havia as grandes cidades, nem os grandes edifícios, nem os milhares de carros e motos circulando nas ruas e causando acidentes e atropelamentos, não havia ocorrências com pó químico ou bombas, e, é claro, a população brasileira era muito, muito menor.

Em 1856, mais exatamente, no dia 2 de julho de 1856, o Imperador Dom Pedro 2º, vendo a necessidade de ter homens “especiais” para combater o fogo, assinou o decreto 1.775, que regulamentava o “Serviço de Extinção de Incêndio”. Nascia assim o “embrião” do Corpo de Bombeiros no Brasil.
Com o passar do tempo, o crescimento do Brasil e de sua população e a divisão por Estados, o Corpo de Bombeiros passou a ser uma necessidade e foram criados em todos os Estados do país.

A partir de 1954, por decreto presidencial, o dia 2 de julho passou a ser o Dia do Bombeiro, uma justa homenagem a quem arrisca sua vida para salvar a do próximo. (Fontes: www.bombeiros.pr.gov.br e soubombeiro.blogspot.com.br)

 

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Carro mangueira: utilizado para apagar incêndios em lugares mais altos