Arquivo/RJ

Estrutura da rodovia não suportaria mais tantos veículos, nem reparos paliativos
Jéssica Ferreira
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Além da chuva forte que atingiu o estado do Rio Grande do Sul na semana passada, outro motivo para os desgastes na estrutura RSC-287 é o peso dos caminhões que trafegam pela rodovia. É preciso driblar os buracos, que não são poucos, mas que têm causado inúmeros danos nos últimos dias. Segundo o diretor da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Nelson Lidio Nunes, a estrutura da rodovia não suporta mais tantos veículos, nem reparos paliativos. Conforme um levantamento realizado pela EGR, só em março deste ano, 500 mil veículos passaram pelo pedágio de Venâncio Aires, isto é, por dia são quase 14 mil, número este, duas vezes maior do que a estrutura construída há 40 anos pode suportar. “A base desta rodovia de fato está comprometida. A solução não é a duplicação da rodovia e sim a reconstrução da mesma. Entretanto, o custo e o volume de recursos necessários são muito expressivos. Por isso, o nosso trabalho e preocupação têm sido minimizar o máximo este problema tapando os buracos”, alegou Nunes, que, assim, descarta a obra de duplicação do trecho de 4km no acesso a Santa Cruz do Sul.
Outro problema levantado além do número elevado de veículos é a sobrecarga, ou seja, há quatro décadas o peso dos carros era outro e os caminhões transportavam 23 toneladas no máximo. Hoje, porém, as carretas levam cargas de quase 70 toneladas. Nunes frisou que no momento não há soluções para acabar com os danos na estrutura da rodovia. “Estamos estudando alternativas, mas hoje não há soluções. Infelizmente não podemos atender sempre o serviço em sua plenitude, mas nosso objetivo, assim como do nosso governador Sartori e do secretário, está em minimizar problemas e diminuir as reclamações”, concluiu.
Em relação às queixas sobre os pedágios, isto é, acabar com os mesmos, para Nunes, só agravaria. “Compreendemos a posição da comunidade, porém sem o pedágio, como ficariam os buracos? Digo isto seguramente que, sem pedágio, o que é ruim ficaria péssimo. A manutenção administrativa da EGR é de 2,60% da arrecadação, ou seja, em termos administrativos estamos economizando o máximo para que seja trabalhado com menor custo administrativo, sendo que os recursos estão sendo voltados apenas para as rodovias”, finalizou.
Viaduto Fritz e Frida seguirá conforme o cronograma
Segundo Nunes, em relação à construção do viaduto em Linha Santa Cruz, as obras seguirão conforme o cronograma previsto, isto é, até o final de dezembro é esperada a conclusão da obra. “Tivemos este período de chuvas, sabemos que para este inverno ainda tem mais previsões segundo o fenômeno do El Niño, além de que, terminada a chuva, é necessário esperar a acomodação do solo para retomar as obras, mas seguimos nosso cronograma. Estamos com um engenheiro permanente na cidade, para fiscalização da obra, entre demais serviços”, disse. A estimativa total para esta obra é equivalente a R$ 7 milhões.













