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Câmara aprova reajuste dos servidores municipais

 

Uma sessão extraordinária bastante atribulada marcou a aprovação de projetos que modificam o padrão de cargos, cria funções gratificadas e, em especial, concede o aumento salarial aos servidores públicos municipais. A reunião ocorreu na final da manhã desta quarta-feira, dia 30.

Todos os projetos foram aprovados por unanimidade åÐ inclusive o que reajusta os salários dos servidores em 12%, uma parcela de 6% nos vencimentos de abril e outra de 6% em outubro, mais aumento de R$ 40,00 no vale-alimentação. Assim como o reajuste dos funcionários do Magistério em 11,83%, a partir de abril, readequando os vencimentos ao Piso Nacional dos Professores.

As duas emendas, do vereador Elo Ari Schneiders (SD), que propunha a antecipação da segunda parcela de acréscimo para agosto, foi retirada pelo autor -, enquanto que a emenda do vereador Ari Thessing (PT), que previa a antecipação da segunda parcela para junho, foi rejeitada, com voto minerva do presidente Alceu Crestani (PSDB).

Durante a sessão, os vereadores da oposição e situação se posicionaram quanto ao valor do índice de reajuste. O vereador Francisco Carlos Smidt (PTB) considerou baixo o aumento em relação a outros municípios estão neste mesmo patamar. åÒSanta Cruz do Sul hoje tem condições de antecipar a segunda parcelaåÓ, observou. Ele criticou ainda a falta de diálogo com os funcionários por parte da prefeitura.

O vereador Ari Thessing (PT) disse que o Sindicato dos Funcionários se entregou pacificamente, aceitando a proposta do Governo e disse que propôs a emenda para que os funcionários recebam em 1º de junho. åÒHá quatro anos atrás, lotaram a Câmara e fizeram uma grande pressão para que houvesse um aumento maior. Hoje não se repete esta cenaåÓ, destacou. Seu colega de partido, Wilson Rabuske, disse que ficou impressionado com a entrevista do presidente do Sindicato dos Funcionarios Públicos, José Almada, que teria dito manda quem pode, obedece quem precisa. åÒAlgo de extremo mau gosto. Como se quem mandasse no sindicato é o prefeitoåÓ, questionou.

O vereador Elstor Desbessell (PTB) questionou a respeito dos projetos de alteração de padrão de outras categorias e que não estavam na pauta. Ainda destacou o alto valor arrecadado por conta do pagamento IPTU. åÒNos anos anteriores havia o pagamento da antecipação de 13º antes da Páscoa e agora nem foi tocado no assuntoåÓ, disse.

Desbessel ainda comentou que trata-se de um filme que se repete, onde o Governo chama os funcionários e apresenta proposta, que logo é aceita. Ele também questionou a disparidade em concessão dos aumentos. åÒPorque a reposição do Magistério é paga de uma vez só e os outros funcionários em duas vezes? Nada contra os professores, mas existem dois pesosåÓ.

O líder do Governo, Edmar Hermany (PP), destacou que dentro da situação de dificuldade e crise que se encontra o País, a reposição dada é uma medida justa ede valorização dos funcionários. åÒAtingimos uma folha atinge 43% da arrecadação, outros municípios terão o pagamento dos salários parcelados, o que não deve ocorrer em Santa Cruz do SulåÓ, destacou. Ele apontou ainda que o município já está com déficit orçamentário.

O vereador Hildo Ney Caspary (PP) se disse contrário à emenda do vereador Ari Thessing e disse que ao longo dos quatro anos os funcionários municipais tiveram um ganho e que a Prefeitura vai continuar fazendo melhorias. åÒÉ importante salientar que os funcionários não entraram em confronto com a administração municipalåÓ, disse.

Também houve uma discussão na tribuna entre os vereadores Luisinho Ruas (PTB) e Ilário Keller (SD). O primeiro acusou o segundo de votar contra os interesses dos servidores públicos, ao se posicionar contra a emenda do vereador Ari Thessing. Ilário rebateu que são situações completamente diferentes, sendo que o momento financeiro do município em 2016 requer cuidados por conta da crise financeira.

 

 

Assessoria de imprensa – Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul