Everson Boeck
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O Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa) de Santa Cruz do Sul promoveu durante a última terça-feira, 8 de outubro, uma oficina sobre Meliponicultura (criação racional de abelhas sem ferrão). O evento teve a participação de técnicos e agricultores da região do Alto Uruguai que realizaram um intercâmbio com foco na a preservação de abelhas nativas, que são responsáveis pela polinização de diferentes espécies vegetais, além da produção de mel.
A oficina foi realizada em parceria com José Haas, um meliponicultor que há 12 anos cria diversas espécies de abelhas em Santa Cruz do Sul. Ao todo, desde que a parceria foi firmada, em 2007, foram promovidas 22 oficinas para mais de 300 técnicos e agricultores, sempre na primavera, período em que esses animais têm maior atividade em função do calor.
Segundo Luiz Rogério Boemeke, engenheiro agrônomo do Capa, nas oficinas os participantes recebem conhecimentos teóricos e práticos. “Normalmente durante a manhã repassamos informações sobre a biologia, a ecologia e a identificação das diversas espécies dessas abelhas e, à tarde, eles podem identificar tudo isso in loco: ver os enxames, fazer a coleta de mel, entre outras atividades”, explica.
Edson Klein, que participou da oficina, afirma que a atividade é interessante porque permite identificar e discutir com os demais agricultores o processo de recuperação e multiplicação destas espécies nativas. “O Capa tem um trabalho que é referência em nível de Estado. Aqui há espécies que não encontramos em nossa região, portanto, nosso objetivo é conhecê-las e levar esse conhecimento aos nossos agricultores e técnicos para que possam ensinar e disseminar o trabalho lá”, observa.
Everson Boeck
Participaram técnicos e agricultores da região do Alto Uruguai que realizaram
um intercâmbio com foco na a preservação de abelhas nativas
Meliponicultura em Santa Cruz
Estas abelhas, por serem silvestres, não estão disponíveis para comércio e que para se iniciar a produção o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa) incentiva a preservação de enxames e o uso de caixas com iscas para a captura. Interessados em aprender mais sobre a Meliponicultura podem procurar o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor, que desenvolve oficinas onde são ensinadas técnicas de captura e manejo. A sede do Capa fica na Rua Thomaz Flores, 805, em Santa Cruz do Sul.
Meliponicultura é a criação racional de abelhas sem ferrão (Meliponíneos). A meliponicultura já era praticada há muito tempo pelos povos nativos da América Latina, em especial Brasil e México. A Meliponicultura trata-se das colméias de abelhas sem ferrão. Dentro do conceito de se desenvolver práticas agrícolas economicamente viáveis, ecologicamente sustentáveis, a Meliponicultura se enquadra dentro dos conceitos de diversificação e melhor uso das terras.
Cada colméia tem capacidade de produzir entre 100 gramas e 4 quilos de mel anualmente. A qualidade do produto é a mesma da produção de abelhas comuns, no entanto, há variações de cor, sabor e aroma. Por suas características, quando produzido em maior quantidade, com objetivo comercial, o mel das abelhas sem ferrão tem maior valor no mercado.
Estes animais são, de um modo geral, bastante dóceis e de fácil manejo. Por isso, dispensam o uso de roupas e equipamentos de proteção tais como macacão, luvas, máscaras e fumegadores, reduzindo os custos de sua criação e permitindo que essas abelhas sejam mantidas perto de residências ou de criações de animais domésticos.
Everson Boeck
Participantes aprendem sobre a biologia, a ecologia e a
identificação das diversas espécies dessas abelhas














