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Carros que lembram bons momentos

 

VAGNER CERENTINI
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Mais um ano que se passa e cá estamos nós, novamente, cheio de expectativas para o ano novo. 2016, assim como qualquer outro ano, pode ser comparado a um carro, mas vamos falar especificamente do atual. 
Digamos que 2016 é um carro novo com aquele tradicional cheiro que só veículos recém tirados da concessionária têm. Logo que entramos nele, queremos ver o que ele tem a oferecer, e mesmo com bancos ainda plastificados (que muitos demoram para tirar só para mostrar para os outros que é novo) podemos perceber que sim, é confortável. 

O que mais nos preocupa com a aquisição de um novo veículo é a qualidade. Queremos ter a certeza de que ele não nos trará problemas, assim como o ano novo. Certeza essa que só será obtida depois de alguns quilômetros rodados, afinal você é quem vai dirigi-lo e será o responsável por qualquer problema que ele possa lhe causar. Salvo aqueles que vêm com defeito de fábrica, ai é outra história. Talvez 2015 foi um desses, um ano com problema de fábrica. 

Os carros atuais estão cada vez mais modernos, com tecnologias melhores, os fabricantes preocupam-se cada vez mais com segurança, conforto, qualidade, economia e também produzem carros ecologicamente corretos. Vamos torcer para que em 2016 também tenhamos mais segurança, com uma economia melhor em nosso país e é claro, poluir menos, já que tivemos recentemente a catástrofe de Mariana, onde foi possível ver como nós, seres humanos, negligenciamos e poluímos o nosso planeta. 

Comparar um carro com a política é fácil, ainda mais tratando-se de Brasília, tanto a cidade, que fica no Distrito Federal, como o carro da  Volkswagen, são bons. Colecionadores a muito custo mantêm algumas Brasílias, carros, como originais, estas já são raras, mas preservam o charme e o designer dos seus anos de apogeu, de “carro do ano”. As outras, que não tiveram a mesma sorte de ter sido agraciadas com a restauração, e muitas ainda enfrentam a bruta lida diária, às vezes sofrendo com gambiarras técnicas que surpreendem até mesmo a engenharia da fábrica, amargam a dura realidade dos problemas técnicos. 

Igual à desenhada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que teve seu crescimento colocado em um acelerador demográfico e sofre com os problemas das grandes metrópoles. Busca compensação no quadro arquitetônico, mas é a vida política que pulsa, na cidade Brasília, que faz a diferença e vai ao encontro das “gambiarras” que falávamos da “homônima” Brasília, o carro. Sim no que é feito lá dentro das paredes públicas de Brasília, a cidade, muitas vezes fere nossa história e mancha nossa idoneidade, sem generalismo, apenas maiorias. Talvez hoje a VW pensasse duas vezes antes de batizar a Brasília, o carro.

O cuidado com um veículo novo sempre é maior, lavamos ele com mais capricho, dirigimos com mais atenção, fechamos a porta devagarinho, principalmente para as mulheres, não por cavalheirismo, e sim para garantir que ela abra novamente. E todo ano novo fazemos a mesma coisa, iniciamos o ano sendo mais atenciosos, na tentativa de ser melhor do que no ano passado.

Afinal, com um carro novo queremos o melhor e que no futuro só tenhamos boas lembranças dele. Anos bons são lembrados como carros antigos, relíquias e raridades pelas quais temos muito afeto. O ano em que entrei para a pré-escola foi como um fusca, simples, sem muita ambição, mas muito legal na época. O ano em que fiz 18 anos pode ser lembrado como um off-road, uma época onde achava que podia tudo e nada ia me parar. 

Várias comparações podem ser feitas, mas vou parar por aqui, só desejo que 2016 seja como aquele carro antigo que só irá nos trazer boas recordações, assim como aquele carro que viajamos com nossa família nas férias, mesmo dando defeito no caminho, mas que nos levou aonde queríamos chegar e no final, até os problemas se tornaram piada e todos se divertiram muito.