LUANA CIECELSKI
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Quem gosta de aproveitar uma boa promoção teve várias chances durante todo o dia de ontem, 27 de novembro. Em todo o país, diversas loja aderiram à Black Friday, um dia dedicado aos cortes generosos nos preços dos produtos. Criado nos Estados Unidos, a data foi realizada no país pela 6ª vez.
Tradicionalmente forte através da internet, em Santa Cruz do Sul diversas lojas, especialmente aquelas pertencentes a redes, entraram na onda dos preços baixos. Elas estavam oferecendo entre 20% e 70% de desconto em seus produtos. Para os santa-cruzense, ótimo. Mas e para os comerciantes, isso é vantajoso?
De acordo com o presidente da Câmara dos Dirigentes e Lojistas (CDL), Lauro Mainardi, depende da loja, dos produtos que são vendidos nelas e também da situação das vendas durante os últimos meses. “Se uma loja não teve uma boa saída de um determinado produto, esse é um bom momento para esvaziar os estoques. Algumas lojas até mesmo gostam de participar da Black Friday para abrir espaço para os novos produtos que estão chegando para o Natal”, explica.
Segundo ele, apesar de esse não ser um evento promovido pelo CDL, ele não é condenado. “Cada um tem o direito de lutar por seus lucros e para desenvolver suas ações de vendas”, disse. “No entanto, essa ainda não parece ser uma cultura do brasileiro. E talvez até por isso mais lojas ainda não tenham aderido”, comentou.
De qualquer forma, historicamente a Black Friday registra bons resultados nas vendas no Brasil. De acordo com a ClearSale, empresa especializada em fraudes que monitora o faturamento do evento em parceria com seus organizadores, em 2010, primeiro ano do evento, foram registrados R$ 3 milhões em vendas no país. Em 2014, já eram R$ 871,9 milhões.
Para 2015, a expectativa também era boa, e mesmo com as dificuldades econômicas, a ClearSale acreditava em 12% de aumento, chegando à R$ 978 milhões, tendo como base o fato de que muito brasileiros estiveram contendo os gastos até esse momento e que poderão aproveitar os preços baixos.
Acredita-se que a denominação tenha surgido na década de 90, no estado da Filadélfia, e que partiu dos policiais que consideravam esse, um dia extremamente turbulento. Muitas pessoas iam às ruas e além dos congestionamentos de carros, muitas filas também se formavam nos bancos e no próprio comercio.














