
Nelson Treglia
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Foi difícil, mas o Brasil está nas oitavas de final, entre as 16 classificadas que seguem na Copa do Mundo Rússia 2018. O que esperar da Seleção a partir de agora? Todo jogo é mata-mata, e todo cuidado é pouco. Segunda-feira, às 11 horas da manhã (hora de Brasília), na cidade de Samara, o Brasil enfrenta o México e, caso perca, estará eliminado. Mas, se passar pelos mexicanos, o time verde-amarelo ficará a apenas três jogos do título mundial (quartas de final, semifinal e final).
Na primeira fase, a Seleção do técnico Tite obteve um empate e duas vitórias. O desempenho não foi exuberante, mas foi consistente, que é uma exigência maior no futebol de hoje, em contraponto à plasticidade artística dos tempos de Garrincha e Pelé, ou mesmo de Falcão e Zico. O que se exige plenamente é a eficiência, e nesse aspecto, o Brasil vem jogando bem desde as Eliminatórias. E os resultados correspondem exatamente a essa eficiência, que faz da Seleção uma séria candidata à conquista da Copa do Mundo.
Consistência. Como chegar a este nível de rendimento futebolístico? No caso da Seleção, o toque de bola é uma arma poderosíssima para dominar o adversário e poder chegar ao ataque. Mas é preciso ser vertical e conclusivo para fazer gols. O primeiro gol brasileiro, contra a Sérvia na quarta-feira, é uma demonstração de tal capacidade. Philippe Coutinho, um grande meio-campista, lançou com verticalidade o volante/meia Paulinho, que demonstra ser também um bom atacante, um jogador de conclusão. Foi nessa jogada que o Brasil abriu o placar. Paulinho, mais que um volante, é uma arma ofensiva de finalização e resolutividade.
Resolutividade? Alguém poderia pensar que isso não tem a ver com Neymar, que é um driblador, um elaborador de jogo. Porém, no segundo gol brasileiro contra a Sérvia, ele cobrou o escanteio, da ponta-esquerda, que encontrou o cabeceio de Thiago Silva, um dos melhores zagueiros do mundo (a Seleção venceu a Sérvia por 2 a 0). E, na zaga, sabe-se que o Brasil está bem servido com Thiago e Miranda, uma dupla com futebol de consistência. (mais uma vez, esta palavra)
Podemos concluir que vai ser difícil o Brasil perder para o México… É bem verdade que todo cuidado é pouco, mas o México tem uma trajetória irregular nesta Copa do Mundo. Derrotou a Alemanha, mas sofreu uma goleada por 3 a 0 da Suécia, levando em consideração que os suecos não são uma grande força mundial.














