Fotos: Vagner Cerentini

Sargento Vicente, Sargento Jardim e Sargento Cides
Vagner Cerentini
O Dia do Bombeiro foi 2 de julho, mas quem trabalha numa profissão como essa não se restringe apenas a uma data. Além de salvar vidas, alguns deles também são motoristas, e é por isso que o Riovale Jornal foi até a sede do Corpo de Bombeiros de Santa Cruz para falar com esses profissionais sobre o Dia do Colono e Motorista.
Acostumados a executar diversos tipos de trabalhos, como apagar incêndios, salvar pessoas, fazer segurança de trânsito e até serviços mais simples como tirar gatos que ficam presos em cima de árvores, os bombeiros têm uma rotina muito agitada e muitas histórias para contar.
Motorista do caminhão de combate a incêndio, Sargento Jardim diz estar preparado para todos os tipos de situação. “Não existe o pior trabalho de ser executado, somos treinados para realizar todo tipo de trabalho. Mas o que mais nos prejudica é o trote”, explica.
Sargento Vicente, também motorista de caminhão de combate a incêndio, diz que o trabalho é mais tranquilo de ser feito quando não envolve vidas.
Motorista da ambulância do Corpo de Bombeiros, Sargento Cides comenta que o trânsito às vezes é a maior barreira que enfrenta durante uma operação. “Não queremos correr mais que o necessário, só queremos um trânsito livre, às vezes são segundos que podem fazer a diferença”, salienta.
Eles explicam que, quando acontece uma ocorrência, o telefonista atende, tenta descobrir o maior número de dados sobre a situação e aciona o alarme. “A questão do trote é uma situação muito ruim, porque ao mesmo tempo pode ter um indivíduo que realmente precisa de nós tentando nos ligar e o telefone está ocupado”, explica Cides.

Sargento Cides diz que o trânsito às vezes é a maior barreira que enfrenta durante uma operação
Sobre a profissão de bombeiro, Jardim diz quais são os pontos fortes para seguir na carreira: “Comprometimento e profissionalismo são essenciais para uma pessoa se tornar bombeiro”. Ele ainda conta como decidiu ser bombeiro: “Eu estava jantando e vi pela janela que pegou fogo na casa do meu vizinho, a minha primeira ação foi fechar a janela, então fui para fora e vi duas crianças, uma delas já estava sem condições e a outra tentando sair, eu não sabia o que fazer naquele momento pois tinha apenas 14 anos, mas tomei a atitude certa, e as duas se salvaram. A partir desse dia eu decidi que queria ser bombeiro”.
“Todos os dias acontecem situações diferentes aqui nos Bombeiros, eu já fiz parto em ambulância e outros também já fizeram, já perdemos vítimas, já vimos pessoas acidentadas, etc. Faz parte da profissão”, afirma Cides.
E para finalizar, Jardim falou o que pensa do próximo dia 25 de julho: “É claro que o Dia do Colono e Motorista é uma data que traz um reconhecimento ao nosso trabalho, mas nos sentimos recompensados sempre que executamos um bom trabalho e voltamos para casa com a consciência tranquila de que fizemos a coisa certa”.














