
Viviane Scherer Fetzer
Tudo começou por volta dos 16 anos. A irmã, que cursava Letras na antiga FISC (hoje Unisc), chegou em casa com a letra da música Skyline Pigeon, de Elton John. A ideia do professor era que seus alunos praticassem a pronúncia das músicas em inglês. Uli Assmann gostou e sentou junto da irmã para cantarem. “Foi a primeira música que aprendi a cantar em inglês”, recorda Uli. O tempo passou e, depois de certa idade, ele resolveu se transformar em um músico profissional. Abandonou o emprego para se dedicar à música. Há 15 anos, ele vive de sua paixão.
Cantando em bares e restaurantes, ouvia muitos elogios quanto a sua voz parecida com a de Elton John. Seus amigos e alguns músicos conhecidos insistiam para que fizesse um show somente com músicas do cantor inglês. Depois de muito pensar resolveu juntar amigos para fazer o Tributo a Elton John. A primeira edição, em 2014, teve grande participação do público e contou com muitas músicas que emocionaram os presentes. Em 2015, um dos componentes da banda saiu e outro está em seu lugar. A banda conta com oito músicos e foi criada apenas para fazer o Tributo. O intérprete Uli Assmann promete muita emoção para esse ano. “Eu espero conseguir me controlar também porque tem algumas músicas que são muito introspectivas. Acho que vai ser um espetáculo único, com certeza pra mim o maior que eu pude enfrentar”, destaca Uli.

Assmann não vê a hora de chegar terça-feira, 17 de novembro. Segundo ele, o trabalho para organizar um show assim é muito grande e deixa os envolvidos ansiosos. “Na hora que subimos no palco, ver as pessoas e tudo acontecendo como o esperado é muito bacana”, salienta o cantor. Ao fechar a ideia de repetir o Tributo com a banda, Uli entrou em contato com Pedro Halmensclager da Santa Confraria, para que auxiliasse em toda a produção do evento porque, segundo ele, não é possível uma pessoa fazer tudo sozinha. Desde 2014 a ideia era ter uma Orquestra junto para diferenciar um pouco. Conversando com o baixista André Dreher, que conhece um dos integrantes da Orquestra Santa Cruz Filarmonia, Heberson Reis, resolveram tentar essa parceria. Eles disseram que tinham interesse em participar e ficaram responsáveis pelos arranjos de oito músicas. Ao todo no show serão 17 canções com algumas surpresas que não foram reveladas pelo cantor. A Orquestra e Uli Assmann & Banda já realizaram dois ensaios. Sendo o último e “derradeiro”, segundo Uli, no próximo domingo. Para Assmann, unir música popular e erudita é a parte bacana. “Toda banda conhecida já fez algo acústico ou uma sinfônica. O próprio Elton John já fez uma sinfônica em que ele canta duas músicas mais conhecidas do público”, lembra o cantor. É a parte emocionante do Tributo em que músicas conhecidas terão o som de outros instrumentos fazendo com que os espectadores sintam os acordes. Tributos, para Uli, são oportunidades que as pessoas têm de escutar, através de bandas com competência, músicas de cantores ou bandas que elas gostam e não têm como ver lá na Inglaterra, por exemplo. Nesta edição, a maior novidade é a participação da Orquestra Santa Cruz Filarmonia, comandada pela regente Sandra Mohr. Foram trocadas três músicas das apresentadas no ano passado e no palco haverá um telão com projeções.
A banda é composta por Rafael Burgos e Volnei Martins (Voz e violão) Serginho Schmidt (guitarra), Robson Bittencourt (Teclado), Diego Maracci (bateria), André Dreher (baixo), e conta também com participação de Marta Pereira nos vocais.
Tributo a Elton John
Data: 17 de novembro
Horário: 20h
Local: Teatro Mauá
Ingressos: Iluminura Livraria e Cafeteria, por R$ 30 inteira e R$15 meia-entrada














