Viviane Scherer Fetzer
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De operárias lutando por direitos a feministas buscando a igualdade entre homens e mulheres. Não é fácil descrever tudo o que o tal “sexo frágil” já passou. As histórias provam o contrário, de frágil elas não têm nada. Afinal, se transformam em mulheres e precisam cuidar da casa, do trabalho, dos filhos. Ou, então, buscar o reconhecimento dentro de seu local de trabalho, apesar da história contar que há três séculos elas lutam para conquistar seu espaço.
Todas são importantes. Cada uma do seu jeito. Cumprindo sua missão aqui na Terra. Foram Joana D’Arc, Princesa Isabel, Anita Garibaldi, Princesa Diana. São Margaret Tatcher, Maria da Penha, Camilas, Julianas, Heloísas e Anas. Todas com um brilho, uma vontade de conquistar o mundo e tudo o que puder. Queimadas vivas por terem se vestido de homem e lutado pelo seu povo, abolido a escravidão, se tornado a heroína de dois mundos, dedicado seu tempo ao trabalho humanitário, considerada a dama de ferro ou sido o motivo para criação de uma lei para punição de crimes domésticos.
Elas são aquelas que acordam três horas antes para chegar impecáveis ao trabalho. Que chegam em casa e fazem aquela comida que aprenderam com a mãe e que vai sobrar para o almoço ou a janta do outro dia, porque ela está de dieta e não pode comer toda aquela quantia de carboidratos. Tem aqueles dias que só de sentir seu olhar já se pensa milhares de vezes em falar alguma coisa ou ficar em silêncio, mas a melhor ideia ainda é entregar-lhe uma barra de chocolate. Tem também as que acordam com a vida bagunçada, dão uma chacoalhada no cabelo, saem com a xícara de café na mão e tropeçam nos móveis. Mas, quando chegam ao trabalho, deixam esse lado para mostrar seu profissionalismo.
São tantas histórias, tantas mulheres, tantas vidas que ainda surpreendem as notícias de violência, assédio e abuso contra elas. Tudo tem um limite e no dia em que ele for entendido, a sociedade poderá viver em paz sem ver estampado no jornal ou na TV mais um assassinato ou outro crime cometido contra elas.
Elas que trouxeram e trazem você que está lendo este texto. Sem elas como você existiria? Já parou para pensar? E olha que com toda a evolução da ciência, hoje, ela pode engravidar sem ter um parceiro, com inseminação artificial. Tornam-se assim mães “solteiras”, uma categoria criada para descrever as mulheres que escolheram não apresentar os pais para os filhos ou que foram obrigadas a isso. Mas lembre-se que isso não existe, a mulher é filha, mãe, tia, avó, prima, professora, advogada, engenheira. Não é um rótulo que vai definir o bem que ela faz para este mundo.
O que realmente importa em um dia como o de hoje em que se comemora o Dia Internacional da Mulher é que todo dia é dia de comemorar cada uma das batalhas vencidas por essas mulheres. Se for menina, adolescente, mulher ou idosa, cada uma tem uma história para ser contada e uma luta a ser vencida. De salto ou rasteirinha, vestido social ou calça de moletom, não importa o estilo, ela vai continuar sendo a representante do “sexo frágil”, mas que prova diariamente para o mundo que esse rótulo já ficou para trás.
8 de março foi escolhido para celebrar a luta das mulheres através de reivindicações e conquistas de direitos. Embora tenhamos avançado nas conquistas, muita coisa continua retrocedendo ou se repetindo. A data além de comemorada, já que é um dia em que as mulheres são reconhecidas, também serve para essas discussões em torno das conquistas. O Dia Internacional da Mulher precisa servir para que reflexões sejam feitas sobre os acontecimentos que envolvem as mulheres do século XXI.














