Atualizada às 10h45 – 25/01/2019

Rosibel Fagundes
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As tratativas sobre a instalação de uma loja da rede Havan em Santa Cruz do Sul foram retomadas na tarde de quinta-feira, 24, com a vinda ao município do diretor de expansão da empresa, Nilton Hang. Anteriormente a informação é de que ele viria apenas na sexta-feira, mas como seu deslocamento é rápido ele acabou chegando no final da tarde de ontem para adiantar pontos com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, César Cechinato. O interesse por parte dos investidores em Santa Cruz já vem desde o início do ano passado. O município seria o terceiro a ter uma unidade da Havan instalada no Rio Grande do Sul. Uma delas está em funcionamento em Passo Fundo e a outra está sendo construída em Caxias do Sul.
Conforme o secretário, as negociações em Santa Cruz ainda não estão fechadas e dependem de uma negociação por parte do sindicato laboral e patronal de Santa Cruz do Sul e representantes da empresa. “Somente após este entendimento entre as três partes, e quando a empresa tiver a garantia que vai poder trabalhar aos domingos e feriados será feita a aquisição da área de terra onde deverá funcionar”. Segundo o secretário, a Prefeitura não possui envolvimento na aquisição do terreno e muito menos irá conceder incentivos. “Nosso principal compromisso é agilizar a sua instalação. Estamos seguindo a determinação do prefeito Telmo Kirst de gerar emprego e renda para se fazer negócios. São 150 empregos previstos em uma única empresa, é um contingente bastante expressivo. O número representa 75% das novas vagas de emprego criadas nos comércio de Santa Cruz em 2018. Serão mais postos de trabalho e geração de renda ao comércio, sem falar nos investimentos que chegam a R$25 milhões”.
O secretário argumentou ainda que a vinda da Havan representa a instalação de mais uma rede nacional no município, assim como já ocorreu com as Lojas Americanas, Renner e Casas Bahia. “Isto reforça que Santa Cruz está se tornando um polo regional e estadual de compras e serviços. Teremos mais consumidores que virão ao município para comprar nestas lojas e também investir em restaurantes, postos de combustíveis e outros estabelecimentos”, afirmou o secretário.
No entanto, o fato da Havan ser uma empresa que trabalha com uma grande quantidade e variedade de produtos do setor supermercadista e lojista, as negociações deste segmento devem seguir as regras previstas na convenção dos comerciários. A polêmica sobre o assunto ganhou espaço nos últimos dias com a vinda da empresa e o posicionamento por parte do sindicato. Segundo o presidente do Sindicato dos Comerciários, Afonso Schwengber, a empresa procurou a entidade apenas quinta-feira, 24 de janeiro, quando foi marcada uma reunião para a próxima quinta-feira, 31 no Sindicato. “Não sou contra a vinda Havan, muito pelo contrário. Só quero que ela se adapte às regras do município. Nunca falei que era contra, se eu falasse eu seria um imbecil, e isso eu não sou”. De acordo com Schwengber, as pessoas estão o criticando sem ter o conhecimento da situação. “Não acho correto uma cidade se pautar por causa de uma empresa. Temos que seguir as regras que são válidas para todos os empresários que atuam aqui. É um desrespeito querer mudar os direitos já conquistados e tentar aplicar outras regras. Até agora não sabemos quais serão suas propostas, não temos um posicionamento deles, nem mesmo o local onde pretendem se instalar. Só depois de termos este entendimento é que poderemos nos manifestar”, afirmou o presidente do Sindicato.
Na segunda-feira, 28, o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Cultura e Turismo César Cechinato participará de uma reunião com o Sindilojas para definir qual postura será adotada.
Sobre o funcionamento da Havan
Para a loja da Havan se instalar em Santa Cruz é necessário um acordo por parte do Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz e a empresa, para que a unidade possa funcionar aos domingos e feriados. O grupo catarinense tem como condição o direito de funcionar sete dias por semana, o que hoje não é previsto na convenção dos comerciários de Santa Cruz. Caso, não houver acordo, a empresa deve se instalar em outro município. A rede Havan que possui diversas unidades distribuídas pelo país funciona em três turnos. A jornada diária de cada funcionário é de 7 horas e 20 minutos. Sendo que o funcionário terá dois domingos trabalhados e um de folga. Para o trabalho realizado aos domingos e feriados ele terá um adicional e uma folga por semana.














