Início Especiais Dirigir é a parte mais fácil

Dirigir é a parte mais fácil

Vagner Cerentini

Carlos Müller: “É uma profissão que dá uma boa renda e, embora seja meio perigosa, ela é muito satisfatória”

 

Vagner Cerentini

Todas as pessoas pegam ou já pegaram pelo menos uma vez na vida um táxi, mas diferente do que alguns pensam, a profissão vai além de dirigir um carro. O motorista de táxi passa por situações inusitadas, muitas delas engraçadas e outras nem tanto, pois diariamente vemos notícias de taxistas que foram assaltados, ou até mesmo, em circunstâncias mais graves. A fim de saber mais sobre a rotina desses profissionais, o Riovale Jornal falou com Carlos Müller e Sandro Luiz, ambos taxistas de Santa Cruz do Sul. “A jornada de trabalho de um taxista são 12 horas por dia, das 7h da manhã até as 19h da noite”, disse Luiz. 

A segurança é um ponto bastante discutido nessa profissão, pois muitos taxistas já foram roubados e estão em constante risco, explica Müller.
Sandro Luiz conta como começou na profissão: “Antes de me tornar taxista eu era motoboy, aí surgiu a oportunidade, então fiz o teste e gostei”. Carlos Müller, que é permissionário do táxi, diz que ser taxista é muito bom. “É uma profissão que dá uma boa renda e, embora seja meio perigosa, ela é muito satisfatória”, garante.

“Ser taxista está no sangue, fui taxista em Porto Alegre por vários anos, mais tarde vim para Santa Cruz e voltei a trabalhar como motorista de táxi. E mesmo eu não querendo, meus filhos também são taxistas”, contou Müller.
Devido à profissão, taxistas têm muitas histórias para contar, pois atendem diversas pessoas por dia, nas mais variadas circunstâncias. Carlos Müller nos conta uma bem divertida: “Uma vez eu estava levando uma garota para casa, e ela não lembrava onde morava pois estava bastante embriagada. Sempre que eu parava, ela dizia que sua casa era mais para frente, mas não sabia dizer o endereço. Quando perguntei onde morava, ela me explicou que não sabia, por fim deixei ela no centro, na praça da Prefeitura, ela pagou o valor da corrida e eu segui o meu trabalho”.
Sobre o Dia do Colono e Motorista, Müller diz já ter participado das carreatas que acontecem na cidade em comemoração à data. “É uma data muito importante e deve ser comemorada por todo santa-cruzense”, finalizou.