Divulgação/Miller Supermercados

Ivo Sehn (esq.) e Celso Müller (dir.) entregaram o cheque simbólico ao responsável pelo projeto,
o médico Carlos Eurico Pereira (centro)
LUANA CIECELSKI
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Na noite da última quinta-feira, 6 de agosto, uma Noite de Massas, Queijos e Vinhos beneficente foi realizada nas dependências do Restaurante do Miller Supermercados. A instituição favorecida foi a Associação de Judô Santa Cruz (Ajusc). Organizada pelo Rotary Clube Santa Cruz e pelo Miller Supermercados, no total, mais de 150 pessoas participaram. Com o evento, R$ 6 mil foram arrecadados e entregues à Ajusc.
De acordo com o presidente do Rotary Club Santa Cruz, Ivo Alberto Sehn, a escolha por auxiliar a Ajusc se deu pelo trabalho desenvolvido por ela junto à comunidade regional. “Em uma apresentação feita pelo diretor técnico da Ajusc, Carlos Eurico da Luz Pereira, no Rotary Club, há algum tempo, ele nos convenceu de que a associação trabalha na formação de crianças, trabalhando principalmente a formação do caráter e com as crianças das comunidades mais desfavorecidas. Nós consideramos que era importante ajudá-los”, revelou.
Para o fundador e diretor técnico da Ajusc, Carlos Eurico, que também é médico pneumologista, o evento teve um significado especial para a associação. “Esse dinheiro será usado para a manutenção dos nossos projetos sociais. A gente tem um custo mensal muito elevado (cerca de R$ 20 mil). Um custo de professores, deslocamento, material esportivo, e o valor será utilizado para manter e tentar ampliar um pouquinho mais, quem sabe, o nosso trabalho social”, explicou.
Ele também explicou que o período de dificuldade financeira torna ainda mais importante o auxílio e as atividades beneficentes por parte da comunidade e da sociedade civil organizada. Além disso, a confiança dada à associação foi algo que deixou os professores e técnicos muito felizes. “Ficamos extremamente gratos ao Supermercado Miller e ao Rotary por acreditar no nosso trabalho. Mais importante do que o valor arrecadado, é o reconhecimento”, disse.

Cerca de 150 pessoas se reuniram para apoiar a causa beneficente
JUDÔ CIDADÃO
A Associação de Judô Santa Cruz é uma entidade filiada à Federação Gaúcha de Judô, e desenvolve atividades há 14 anos. Ela tem como parceiros o Departamento de Marketing Esportivo da Universidade de Santa Cruz (Unisc), desde 2004, e a Secretaria Municipal de Educação e Cultura do Município desde 2009. No total, mais 560 crianças e adolescentes são atendidas, e dessas, cerca de 460 de forma gratuita através de projetos sociais.
Apesar de já ter formado 10 faixas pretas e de já ter conquistado através de seus alunos diversas medalhas em campeonatos regionais, estaduais, nacionais e até mesmo internacionais, o verdadeiro foco da Ajusc, de acordo com Carlos Eurico, é o Projeto Judô Cidadão. Através dele, a associação trabalha divulgando o esporte, mas também a filosofia de vida do judô em toda a região. “O nosso principal objetivo é, além de divulgar o judô, utilizá-lo como uma ferramenta de educação através do esporte”, explica Carlos Eurico.
Segundo o médico e responsável pelo projeto, isso se dá porque o judô tem uma característica muito peculiar em relação a outros esportes: “Além de contribuir com a parte física, ele tem uma parte filosófica que contribui muito para a formação do indivíduo, formação moral e ética do ser humano que é hoje, como a gente sabe, um dos maiores problemas. Não é a crise econômica, mas uma crise moral. E o judô consegue passar esses valores para a criança e para o adolescente”, explica.
Tendo em mente esse fim, algumas das comunidades já beneficiadas pela associação são o bairro Santa Vitória, Rio Pardinho, Bom Jesus, Pedreira e Beckenkamp. Além disso, as crianças que participam do projeto AABB comunidade também são contempladas com a possibilidade de participar das aulas de judô e em 2015, a Ajusc também passou a atuar em Rio Pardo.
JITA KYOEI
Para o hoje pneumologista Carlos Eurico, o judô é parte muito importante da vida, há muito tempo. Ele conta que ainda na infância, por sofrer de asma, os médicos recomendaram que ele praticasse exercícios físicos. Sua escolha se deu pelo judô, e o esporte nunca mais foi abandonado. Anos mais tarde, foi justamente o conhecimento aprofundado da filosofia do esporte após anos de treinamento que despertou nele a vontade, ou melhor, a necessidade de criar o projeto que deu origem à Ajusc.
“Todo judoca tem a obrigação de devolver para a comunidade onde ele vive, para o mundo, aquilo que ele aprendeu através do esporte. Esse é o princípio filosófico chamado Jita Kyoei, que significa benefício mútuo”, explicou. “E nós que somos os mais antigos no judô, temos essa obrigação moral de levar esse conhecimento, essa moral elevada, esses princípios para as pessoas, principalmente as mais carentes”.
AJUSC HOJE
Os atendimentos ocorrem de segundas a sextas-feiras, na sede da Ajusc – Rua Almirante Tamandaré, 111 – em salas nas próprias comunidades atendidas, como no Centro Marista Boa Esperança no bairro Santa Vitória, onde são atendidas 120 crianças; no Centro Integrado entre Gerações (CIEG) em Rio Pardinho onde 82 crianças e adolescentes participam do projeto; e nos CRAS Bom Jesus e Santa Vitória, onde são atendidas 60 crianças do bairro Pedreira, 60 do Bairro Beckenkamp, 60 do Bom Jesus e 60 crianças do Bairro Santa Vitória.
Mais informações sobre as aulas de judô e sobre os projetos sociais da Ajusc podem ser obtidas através do telefone (51) 3053-0380, ou do e-mail [email protected].













