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Farrapos relembrados em sessão maçônica

Alyne Motta
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Ricardo Wendland

Pilchados, maçons relembraram farrapos

Na noite de terça-feira, 17 de setembro, os maçons da Loja Filhos de Hiram III trocaram o terno e gravata preta por botas, bombachas e lenços vermelhos. O motivo foi a sessão pública alusiva aos Festejos Farroupilhas, realizada através de um ritual antigo, adaptado para ocasião.
Embora a Maçonaria seja uma instituição universal, ela assume caráter regionalista, utilizando expressões gaúchas para erguer templos à virtude dos Gloriosos Farrapos e, por serem maçons de bons costumes, revivendo as tradições de nossos antepassados.

Ricardo Wendland

Bandeira rio-grandense teve entrada solene na noite de terça-feira

De acordo com Celso Bortolanza, a solenidade gaúcha era desejo da loja há muito tempo. “Fazer esta sessão, usando pilchas gaúchas, é uma homenagem aos nossos heróis, que estiveram presentes na Revolução Farroupilha”, revelou o maçom durante a sessão branca.
“Hoje a maçonaria abra suas portas para receber convidados nesta noite solene”, acrescentou Celso. Para o Venerável Mestre, Anacir Mendes Junior, a noite era de comemoração. “Este momento é para compartilhar com todos aqueles que defendem a cultura gaúcha e o nosso Rio Grande do Sul”.

Ricardo Wendland

Chama foi trazida pela Brigada Militar e esteve presente durante toda a sessão

A centelha da Chama Crioula, vinda de Santo Amaro, distrito de General Câmara, foi trazida a cavalo por soldados do 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Ela permaneceu dentro do templo maçônico durante toda a solenidade, que contou com a leitura do Balaústre 67, uma ata da Loja Maçônica Philantropia e Liberdade.

PRESENÇAS

Ricardo Wendland

Maçons e convidados que acompanharam a sessão alusiva aos Festejos Farroupilhas

Além de cunhadas e sobrinhos (como são chamadas as esposas e filhos dos maçons) a sessão contou com diversos convidados, entre estes o presidente da Associação Tradicionalista Santa-Cruzense (ATS), Juarez Rodrigues da Silva, e da vice coordenadora da 5ª Região Tradicionalista (RT), Elenir Werner.
Quem esteve por lá ficou encantado com a solenidade. “É muito diferente do que estamos acostumados a ver no tradicionalismo. É uma sessão cheia de significados e muito bonita”, revelou Juarez Silva. “Traz um viés do tradicionalismo que passamos despercebidos”, acrescentou o presidente da ATS.