VAGNER CERENTINI
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Encontro que reuniu parlamentares, líderes gaúchos e representantes da Valec Engenharia, construções e Ferrovias S.A. foi realizado nesta sexta-feira, 21, em Porto Alegre. A reunião abordou o traçado da Ferrovia Norte-Sul e o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).
O deputado federal Heitor Schuch (PSB) esteve na reunião e falou um pouco mais sobre o traçado da estrada de ferro. “A ferrovia vai partir de Frederico Westphalen e depois irá passar por Cruz Alta, Santa Maria e Cachoeira do Sul. Mas ainda não está pronto todo o trajeto, então não podemos afirmar se irá passar pela região do Vale do Rio Pardo”, disse Schuch. A ferrovia poderá passar pelo município de Rio Pardo.
“Os trilhos que se encontram em Rio Pardo são diferentes dos que serão utilizados na Ferrovia Norte-Sul, então não há a possibilidade de reaproveitar aquele material. É um novo modelo de locomotiva, maior e mais larga, então teremos de fazer toda uma nova estrada de ferro”, explicou o deputado. “Muitos municípios estão interessados nesse projeto, principalmente os produtores de soja, arroz, milho e fumo”, acrescentou.
Em relação à possibilidade de vermos os novos trilhos prontos, o deputado disse: “Se dependermos do governo, está será uma obra para nossos netos, mas se alguma empresa privada abraçar a causa, talvez nossos filhos a vejam pronta.”
O orçamento estimado entre Chapecó (SC) e o Porto de Rio Grande, que abrange 833 quilômetros, é de R$ 8,7 bilhões – custo menor do que o previsto, porque será possível utilizar uma parte da malha já existente, com algumas adaptações.
O traçado dessa parte do trecho deve atingir 30 municípios e foi definido com base nos polos de carga, geografia, meio ambiente e especificidades sociais. Porém, é possível que o caminho seja alterado no projeto.














