LUANA CIECELSKI
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Depois da apresentação de diversos prazos de entrega da obra que acontece junto ao Trevo do Fritz e Frida, na RSC-287, num dos principais acessos à Santa Cruz do Sul, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) acredita que em 2018, finalmente o trabalho será concluído. Houve atrasos, sim, por diversos motivos. Mas agora os problemas que causaram esses atrasos aparentemente foram resolvidos e o trabalho deve seguir a todo o vapor até a sua conclusão. Ou pelo menos, essa foi a explicação que o diretor presidente da EGR, Nelson Lidio Nunes deu à diretoria da Associação de Moradores de Linha Santa Cruz (Amorlisc) no último dia 28 de dezembro.
O grupo foi até Porto Alegre e participou de uma reunião agendada pelo vereador Alex Knak (PMDB). Conforme conta o presidente da Amorlisc, Claudiomiro Flores, todos foram muito bem recebidos e a direção da EGR foi bastante franca nos esclarecimentos. “Eles nos explicaram cada um dos acontecimentos que levou ao atraso do trabalho”, conta. Segundo Claudiomiro e a própria assessoria de comunicação da EGR, um dos principais motivos para o adiamento da entrega foram problemas econômicos enfrentados pelo Consórcio Ebrax Iccila*, vencedor da licitação para construção do viaduto e duplicação da rodovia.
“Em 2014, a licitação foi feita de forma muito rápida, sem que houvesse um projeto pronto e aprovado. Quando o projeto finalmente foi concluído, muitos ajustes precisaram ser feitos, e esse foi o primeiro motivo de atraso”, conta Claudiomiro. Logo em seguida, uma das empresas do consórcio, que passa por dificuldades econômicas começou a atrasar o pagamento de fornecedores. Isso gerou atraso na entrega dos materiais necessários à obra e também fez com que algumas estruturas, como vigas de sustentação, fossem produzidas nas medidas erradas. “Eles tiveram que mandar fazer muita coisa novamente”, conta Flores.
O atraso também aconteceu em relação ao pagamento dos funcionários que em alguns momentos chegaram a paralisar o trabalho. “Diante de todos esses fatos, a EGR chamou as empresas do consórcio e anunciou que, se a obra não tivesse continuidade em janeiro, cada empresa seria multada em R$ 5 mil reais diários a partir do dia 8”, relata Claudiomiro. “Nelson nos disse que então uma das empresas do consórcio, que até então não era a principal responsável pela obra, se prontificou a assumir a continuidade dela e seus gastos”, aponta o presidente da Amorlisc.
As informações são todas confirmadas pela EGR que afirma ainda estar em dia com os pagamentos ao consórcio Ebrax Iccila. A estatal também aponta que o andamento das obras está sendo fiscalizado e cobrado e que será exigida a continuidade do trabalho até o fim, e com a maior velocidade possível. A empresa, entretanto, tem receio de anunciar um novo prazo de entrega. “70% de todo o conjunto da obra de travessia urbana de Santa Cruz está concluído”, eles afirmam apenas. À presidência da Amorlisc, entretanto, Nunes apontou que o trabalho possivelmente será concluído até abril de 2018.
NOVO AJUSTE
Ainda durante a reunião entre EGR e Amorlisc, a pedido da presidência da associação, a EGR fez um novo pequeno ajuste no projeto da obra. “Até então não havia nada que contemplasse os pedestres junto ao viaduto, então pedimos que algo fosse pensado. Na mesma hora, dois engenheiros da EGR foram chamados e a construção de uma calçada junto à rótula que passará por baixo do viaduto foi acrescentada ao projeto”, conta Flores. Diante disso, Claudiomiro se diz confiante. “Acho que agora vai. Acho que agora deve ficar pronto mesmo!”, comemora.
* A direção do consórcio Ebrax Iccila não foi localizado até o fechamento dessa edição para comentar o caso














