Ana Souza
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Santa Cruz do Sul crescia cada vez mais com o passar dos anos e assim também a área educacional. Buscando ampliar ainda mais o conhecimento, os alunos maristas queriam um espaço mais amplo na área cultural e dos conhecimentos científicos. E foi assim que surgiu a ideia da construção do Ginásio Municipal, captaneada pelo Irmão Emílio e que funcionaria junto ao Liceu São Luís. Formou-se uma comissão, tendo como integrantes Leopoldo Morsch, Carlos Hoppe, Mário Frantz, Bruno Agnes e José Augusto Mergener. Um apoiador a mais juntou-se ao grupo, Caio Brandão de Melo.
O projeto foi marcado pelo êxito e em fevereiro de 1940, 52 candidatos participaram dos exames de admissão para o novo Ginásio Santa Cruz. Neste período o colégio contava com seu maior número de alunos, sendo 493. O ano também seria marcado pelo centenário da morte do fundador Marcelino Champagnat.
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Datas marcantes
O prédio que abriga o Colégio Marista São Luís desponta em meio ao famoso túnel verde da cidade e se tornou uma marca na trajetória de nosso município. Inaugurado no dia 15 de agosto de 1953 – data alusiva também ao cinquentenário da chegada dos Maristas à Santa Cruz –, na Rua Marechal Floriano, contou na solenidade com a presença do governador do Estado, Ernesto Dornelles. A comemoração foi marcada pela presença da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa).
Cinco anos depois, em 1958, foi criado o Círculo de Pai e Mestres com a denominação de Departamento da Associação dos Ex-Alunos e Amigos dos Irmãos Maristas. O intuito era a integração entre pais e o educandário. Posteriormente desvinculou-se da Associação dos Ex-Alunos e Amigos e passou a denominar-se Associação de Pais e Mestres (Apames). Visando unir ainda mais os estudantes, foi fundado em 1962 o Grêmio Estudantil.
O Colégio Marista São Luís sempre foi uma referência para o município. Em 1964 foi instalado o primeiro curso de nível superior em Santa Cruz, a Faculdade de Ciências Contábeis, que por muitos anos funcionaria no período da noite no educandário. E em 1967 era fundada a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, como incentivadores Dom Alberto Etges, padre Elígio Becker, de Venâncio Aires, e um grupo de professores. Neste período o número de alunos maristas matriculados chegava à 636.
Um ano depois, em 1968, foi instalado o segundo curso de nível superior no Colégio Marista São Luís, a Faculdade de Direito. E em 1970 a Escola Superior de Educação Física e da Faculdade de Ciências Contábeis.
Em 1992, dirigido e criado pelo professor Carmo Gregory, o Grupo Mensagem (formado por alunos) apresentou o espetáculo ‘Uma lição de vida’, tendo como temática questões ecológicas e conflitos comportamentais. A plateia lotou o auditório do educandário.
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Crescente desenvolvimento
Em 1971 o Colégio Marista São Luís completava o primeiro centenário de existência, como destaque a constante evolução e com esta a necessidade de aperfeiçoamento, tantos para os professores, quanto em equipamentos. Ênfase para o sistema ensino-aprendizagem e para as áreas esportiva e social. E foi nesta época que passou a ser construída a sede social e esportiva, o Parque São Luís, próximo aos Bairros Arroio Grande e São João da Serra. No mesmo ano foi criado o curso de Madureza e no ano seguinte o quadro de alunos passou para 896 estudantes.
Sete anos após, em 1978, com frente localizada para o Rua Tenente Coronel Brito, foi construído o Ginásio de Esportes com capacidade para três mil pessoas. A inauguração do local, apelidado carinhosamente de ‘Luisão’, ocorreu em agosto daquele ano. Em sua estrutura contava com quatro vestiários e mesa de massagens, sala de ginástica, espelhos para aeróbica, oficina de teatro e canto. Na parte térrea foi construído um centro comercial para abrigar 52 lojas (atualmente o local passa por modificações e servirá como um novo espaço para estacionamento).
A tecnologia passou a despontar e com este crescimento o educandário aderiu à era da informática. Em 1990 foi implantado o sistema de informatização e em janeiro do mesmo ano as Escolas Maristas da Província de Porto Alegre desenvolviam um novo projeto pedagógico com objetivo de traçar novas metas.
Fotos: Divulgação/RJ

Ginásio de Esportes, construído em 1978, é palco de diversas apresentações artísticas no educandário

Parque São Luís, espaço junto à natureza, é um local para encontro de alunos, professores e pais em várias atividades de integração
O fechamento do Internato
Devido ao alto custo para manutenção e a criação de outras escolas, em praticamente todo o Estado, o internato foi fechado. Na década de 60 os colégios maristas eram formados apenas por estudantes meninos. Os tons azul marinho e branco predomina na composição do uniforme nos moldes atuais, antes nestes mesmos tons era usado para comemorações. Nos anos 60 era de brim, nas cores cáqui para calça e casaco, cinturão usado com a túnica e, para completar, um casquete (espécie de boné de tecido ou couro) na cabeça. Nos ombros e na cabeça uma estrela – que conforme o nível de estudo aumentava em número – completava o uniforme. Nos primórdios, assim como atualmente, o uso é obrigatório para identificar os alunos maristas.
Ao término da 4ª Série Ginasial os alunos optavam por ingressar nos Cursos Clássico ou Científico (Segundo Grau) e Técnico de Contador (este bastante procurado pelas áreas da indústria e comércio). No dia 25 de dezembro de 1943 ocorreu a formatura da primeira turma de Contadores do Liceu São Luís.
Fotos: Divulgação/RJ

Registro da Orquestra do Colégio São Luís, tendo ao fundo o prédio inaugural














