Início Especiais Leishmaniose: animais precisam de atenção

Leishmaniose: animais precisam de atenção

Ana Souza
[email protected]

Raposas, cães, roedores, tamanduás, preguiças e equídeos podem ser reservatório do protozoário e fonte de infecção para os vetores, o mosquito palha. Nas cidades a transmissão se torna potencialmente perigosa por causa do grande número de cachorros, que adquirem a infecção e desenvolvem um quadro clínico semelhante ao homem.
“Estamos alertando a população santa-cruzense, pois vários casos de leishmania foram diagnosticados. A doença não é contagiosa nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado com a leishmania”, enfatiza a médica veterinária Karina Knak (CRMV/RS 7378).
Segundo a profissional, o cão, assim como o homem pode ficar por meses com a doença incubada, sem sintoma algum, e quando os sinais aparecem, podem variar desde apatia, emagrecimento, perca de pelos, lesões na pele, crescimento exagerado das unhas, dores no corpo (artrites), febre.
“No homem os sinais mais comum são  febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, problemas respiratórios, diarréia, sangramentos na boca e nos intestinos. Para proteger os cães recomendamos a vacinação, que é a melhor forma de proteção, além do uso de repelentes para o mosquito, (como coleira Scalibur e Max 3).”
Karina frisa que a doença não tem cura para cães, mas tem o tratamento que controla da doença, que deve ser feito durante toda a vida do cão. “O diagnóstico da doença é feito através de exame laboratorial, ou por teste de imunocromatografia, realizado na própria clínica. Mantenha a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos. O mosquito-palha vive nas proximidades das residências, preferencialmente em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Ataca nas primeiras horas do dia ou ao entardecer.”
Entre os cuidados essenciais estão:
– Coloque telas nas janelas e  mantenha o lixo fechado;
– Proteja o seu cão, pois ele poderá transformar-se num reservatório doméstico do parasita que será transmitido para pessoas próximas e outros animais não diretamente, mas por meio da picada do mosquito vetor da doença, quando ele se alimenta  do sangue infectado de um hospedeiro e inocula o protozoário em pessoas ou animais sadios que desenvolvem a doença;
– Lembre-se de que os casos de leishmaniose são de comunicação compulsória ao serviço oficial de saúde mais próximo.

Fotos: Ana Souza

Doutora Karina Knak: “A doença não tem cura para cães, mas tem o tratamento que
controla da doença, que deve ser feito durante toda a vida do cão”

Para proteger os cães é recomendado a vacinação, que é a melhor forma de proteção,
além do uso de repelentes para o mosquito, (como coleira Scalibur e Max 3)