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Obras no trevo Fritz e Frida ficam para depois

Suilan Conrado
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As necessárias obras para melhorar o trânsito no trevo Fritz e Frida em Santa Cruz do Sul, vão ficar para depois. Incluído no elenco  de melhorias de mobilidade urbana do Rio Grande do Sul, o trevo não possui um projeto de engenharia concluído, o que implica no adiamento de repasses do Governo Federal previstos para o Estado. 
Conforme o assessor de gabinete da Secretaria Estadual do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, Gerri Machado, a decisão de priorizar as obras que já possuem projetos de engenharia prontos partiu da União.
Machado, que foi secretário do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Santa Cruz, esteve na última semana nos ministérios do Planejamento e das Cidades acompanhando as propostas do Estado. Na sexta-feira, voltou a Brasília já com ajustes em alguns projetos, totalizando R$ 4 bilhões em obras. A verba mais substancial, de R$ 2,4 bilhões, é para o metrô de Porto Alegre. Depois, vem R$ 1 bilhão para alargamentos de vias e corredores de ônibus na região metropolitana, e R$ 700 milhões para a implantação do aeromóvel de Canoas.
As demandas totais do Estado gaúcho somam R$ 4,5 bilhões, incluindo as obras de Santa Cruz. Machado destacou que a Secretaria Estadual do Planejamento vai insistir nestes investimentos. No entanto, sem projetos técnicos, eles deverão passar para o final da lista de prioridades.

R$ 50 bilhões em mobilidade

Depois dos protestos que varreram o Brasil em junho e julho, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou R$ 50 bilhões para investimentos em mobilidade urbana no país.  Foi quando o governo do Estado incluiu, entre os pedidos gaúchos, a construção do viaduto no Trevo Fritz e Frida, na RSC–287, e o alargamento das pistas do Acesso Grasel e da Avenida Orlando Oscar Baumhardt, em Linha Santa Cruz, obras estimadas em R$ 26 milhões.
 

 

Rolf Steinhaus

Conforme técnicos da União, apenas obras com projetos prontos irão receber recursos destinados à mobilidade urbana do Estado