
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região emitiu na tarde da última sexta, 5, o mandado de prisão preventiva de 11 das 15 pessoas presas temporariamente durante a Operação Camilo que foi deflagrada no último dia 27 de maio. O prazo da prisão temporária se encerraria no domingo, 31, mas foi prorrogado por mais cinco dias pela justiça. A Polícia Federal não divulgou os nomes dos que permanecerão na prisão e dos que serão libertados.
A Justiça Federal também concedeu um bloqueio judicial de aproximadamente 3,5 milhões de reais em contas bancárias dos investigados e das empresas. Assim, com os valores em espécie apreendidos na deflagração da operação (R$ 400 mil) e 31 veículos apreendidos, a Polícia Federal estima ter de 4,5 a 5 milhões apreendidos. Estes valores retornarão para a União e ao Estado havendo a condenação judicial dos suspeitos investigados.
O prefeito de Rio Pardo, Rafael Barros, e o ex-procurador geral do município, Milton Coelho, estão entre as 11 pessoas que tiveram a prisão preventiva decretada. Conforme Ezequiel Vetoretti, advogado que representa os dois detidos, ambos seguirão presos preventivamente no Complexo Prisional de Canoas, na região metropolitana da Grande Porto Alegre. Em nota enviada para a imprensa na última sexta, 5, o advogado confirmou que a defesa irá recorrer contra a decisão pela prisão preventiva dos detidos e registrou que somente teve acesso aos autos do inquérito policial que investiga a fraude na última quinta, 4, destacando que muitas informações estão desencontradas e que serão facilmente esclarecidas pelos investigados.














