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Paulista tenta dar volta na América de bicicleta

Tiago Antônio Flores fala sobre sua experiência pelo continente americano

Carlos Henrique Martin
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Tiago Antônio Flores, natural de São Paulo/SP, leva cuidadosamente equilibrados em uma bicicleta, quilos de equipamentos para sobrevivência nas estradas – Carlos Henrique Martin

Grandes bolsas organizadas, um colchão inflável com uma barraca, água, um mapa e a bandeira da Jamaica. Um homem pedala pelas ruas das cidades do continente Americano com apenas um objetivo: dar pela segunda vez a volta na América do Sul, de bicicleta.

Tiago Antônio Flores de 38 anos, natural de São Paulo/SP, leva cuidadosamente equilibrados em uma bicicleta, quilos de equipamentos para sobrevivência nas estradas. Esta é a acrobacia diária de ‘Jamaica da Estrada’, como é conhecido popularmente.

Em um dia qualquer, o morador da cidade de São Paulo/SP, se fez um questionamento: “por que só quem tem dinheiro pode conhecer os lugares bonitos?”. Dias depois, reuniu um grupo de amigos e comentou sobre o sonho de conhecer outros lugares ao lado de pessoas queridas. Foram dias de conversa, mas sem muito planejamento, e em questão de pouco tempo decidiu o grupo partir em uma viagem ao redor da América do Sul. Há exatamente 10 anos o grupo completou sua primeira volta, passando por todos os países da América Latina. Agora, Tiago segue mais uma vez, tentando realizar a sua segunda volta pelo continente.

Em entrevista ao Riovale Jornal na última terça-feira, 26, Jamaica contou que para ele o desafio agora parece simples: mesmo sendo contrariado pela família, deixou de lado o seu trabalho e com ajuda dos amigos, adaptou uma bicicleta para suportar o peso das malas e saiu de casa novamente. Depois de muitos quilômetros pedalados o caminho é solitário, mas as paradas, cheias de história. O aventureiro conta com a solidariedade de amigos da internet que cedem abrigo e emprestam roupas.

“Minha passagem por Santa Cruz é rápida, daqui vou para capital e dela sigo pela América.

Digo que os quilômetros percorridos poderiam ser o dobro, talvez o triplo, mas a marca foi moldada pelas experiências adquiridas nas primeiras pedaladas nas estradas, que por vontade ou necessidade, transformaram a minha vida. Os obstáculos foram e são inúmeros, mas persisto”, pontua.

Mesmo com tanta história para ao longo desse tempo nas estradas do Brasil e do continente, Jamaica deixa sua mensagem: “O sonho é de muitos, mas a coragem é de poucos… Nesses tempos sombrios de pandemia e preocupação, peço que todos cuidem um dos outros, pois eu nas estradas me cuidarei.” O Ciclista ressalta que realiza com frequência testes rápidos de Covid-19 para se certificar que não contraiu o novo coronavírus.