Everson Boeck
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Um dos temas mais polêmicos e que tomou mais tempo de discussão na última reunião do Conselho Comunitário das Regiões das Rodovias Pedagiadas (Corepe) Trecho 8, realizada na última terça-feira, 14 de janeiro, foi o serviço de urgência. Os prefeitos estão preocupados a espera por socorromédico das pessoas que se envolvem em acidentes na Rodovia RSC-287 e adjacências.
Os integrantes do Corepe querem que a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) viabilize a ampliação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou outros equipamentos para a prestação do socorro imediato na rodovia. Diante disso, a EGR busca marcar uma audiência com a secretária estadual da Saúde, Sandra Fagundes, juntamente com o Corepe e a Samu na semana que vem, visando atender à reivindicação. O encontro aconteceu na Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Venâncio Aires (Caciva).
De acordo com o presidente do Corepe, Luciano Naue, o órgão conseguiu com que a EGR marque a reunião com o Estado. “Foi um grande avanço porque conseguimos marcar esse encontro que trará uma importante decisão para a região. A ideia é ampliar o serviço já prestado pela Samu. Se isso for inviável de forma imediata, tentaremos fazer um contrato com uma empresa privada por um curto espaço de tempo apenas para atender melhor a comunidade até o governo liberar recursos e acolher nossa reivindicação”, esclarece Luciano.
O encontro entre o Estado, EGR e prefeitos tem por objetivo elaborar um plano para atendimento das ocorrências na rodovia sem trazer prejuízos aos municípios. Se não houver aceitação da proposta do Governo do Rio Grande do Sul, poderá ser criado um plano emergencial.“Os municípios, a comunidade, ninguém quer esperar mais. Eu visitei unidades do Samu na região e todos relatam uma série de dificuldades que enfrentam, principalmente quando estão em atendimento e recebem chamado para outro. É muita pressão que os profissionais sofrem”, ressalta Luciano.
O Governo do Estado apresentou nesta segunda-feira, 13, o Mapa da Cobertura do Atendimento de Urgência nas estradas estaduais. O sistema prevê a parceria entre a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), a Secretaria Estadual da Saúde, por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e a Brigada Militar, por meio do Corpo de Bombeiros. Para pagar o custo de manutenção deste serviço, os municípios teriam que desembolsar 25% do total, sendo o restante 25% de responsabilidade do Estado e 50% do Governo Federal. Os prefeitos da região, integrantes do Corepe, não concordaram.
O presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto, salienta que as ambulâncias da Santa Cruz Rodovias não tinham estrutura para o socorroe realizava apenas o primeiro atendimento. “Fiz um levantamento que comprova que a Samu já realizava 90% dos atendimentos das ocorrências mesmo com as ambulâncias das concessionárias. Não há porque trazer de volta um modelo que não dava certo e não era o adequado”, defende.
Ele também frisou que as ambulâncias do Samu são utilizadas para diversas situações, além das rodovias, mas também reconhece que há a necessidade de oferecer mais veículos. “Este ponto será trabalhado na próxima semana, em Porto Alegre, para suprir essas deficiências apontadas pelos prefeitos”, sublinha.
RECUPERAÇÃO DA 287
De acordo com o presidente do Corepe, Luciano Naue, o maior anseio da região é a duplicação da RSC 287, no entanto, ainda não há nem projeto elaborado. “O Daer nem tem projeto disso ainda, está apenas em estudo de viabilidade técnica. Ou seja, pode levar muito tempo ainda para sair do papel. Enquanto isso, vamos trabalhar na conservação da rodovia”, aponta.
O presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto, informou durante a reunião em Venâncio Aires que até o dia 20 de fevereiro devem começar as obras do plano de recuperação do pavimento e reestruturação do trecho de 149 quilômetros da RSC-287, entre Tabaí e Vila Paraíso.
As principais reclamações dão conta de má sinalização, más condições de conservação e sinalização da rodovia, além da precariedade dos equipamentos utilizados pelos empregados da empresa responsável pelas operações emergenciais de Tapa-Buraco. A demora para o início das obras é porque não houveram propostas de nenhuma empresa para assumir os serviços na licitação lançada em outubro. Por isso, em dezembro a EGR abriu nova concorrência.
Conforme Bertotto, nos próximos dias deve ser definida a empreiteira que realizará o trabalho. “A assinatura do contrato deve acontecer nas próximas semanas, pois a minuta faz parte do edital”, resssalta. Segundos dados da EGR, o pedágio de Venâncio Aires possui em caixa R$ 6.127.000,00 e, de Candelária, R$ 5.060.000,00.
OUTROS AVANÇOS
• Uma das preocupações dos prefeitos eram os objetos, restos de pneus e animais soltos pela pista. O presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto, anunciou que a empresa está elaborando a licitação para a compra de veículos de apoio para as praças de pedágio com a finalidade de percorrer o trecho e recolher esses materiais. Hoje este trabalho está a cargo da empresa que realiza o serviço de limpeza das margens.
• Bertotto anunciou que os municípios de Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul receberão viaturas equipadas para os atendimentos de resgate na RSC 287 e o repasse de recursos mensais durante dois anos. O Estado contratou, também, 400 novos bombeiros para atuar em vários municípios do RS.
• O Corepe, através de seus conselheiros, vai encaminhar à EGR uma lista de todas as demandas relacionadas a obras no trecho da RSC 287. A próxima reunião do Corepe Trecho 8 será dia 26 de fevereiro na Câmara Municipal de Vereadores de Candelária.
Fotos Everson Boeck
Encontro entre integrantes do Corepe e a EGR aconteceu na Câmara
de Comércio, Indústria e Serviços de Venâncio Aires

Bertotto (segundo à direita) intermediará entre Corepe, Samu e Estado














