Início Polícia Polícia Civil encerra o inquérito do Caso Francine

Polícia Civil encerra o inquérito do Caso Francine

LUANA CIECELSKI
[email protected]

A Polícia Civil encerrou nessa sexta-feira, dia 31 de agosto, o inquérito do Caso Francine, jovem que foi morta no último dia 12 de agosto. Em coletiva de imprensa realizada nessa tarde, a Delegada Lisandra de Castro de Carvalho, responsável pela investigação, deu os últimos detalhes sobre o caso e sobre o indiciamento do acusado, Jair Menezes Rosa, de 58 anos, que foi preso na sexta-feira passada, dia 24. 

Segundo Lisandra, após a prisão, alguns detalhes ainda precisavam ser esclarecidos. Um deles, estava relacionado às amostras de semen encontradas no cinto, na calça e na camiseta que a jovem usava no dia do crime. Elas foram analisadas e o DNA foi considerado compativel com o DNA de Jair. “Dessa forma nós excluimos definitivamente o envolvimento de outra pessoa no crime. Tudo já indicava isso, mas precisávamos da comprovação”, disse a delegada. 

Delegada Lisandra de Castro de Carvalho encerrou o inquérito nessa sexta-feira

O celular e outros pertences da vítima que não haviam sido encontrados, continuam desaparecidos. Até o momento, a polícia não soube dizer o que pode ter acontecido a eles. O último sinal de GPS emitido, entretanto, foi no Bairro Várzea, o que ajuda a incriminar Jair. Além disso, o pedaço de tecido encontrado na casa do acusado, que foi considerado semelhante ao utilizado para prender os pulsos da vítima, ainda será analisado pelo departamento de criminalística. 

Diante de todos os fatos descobertos através das testemunhas e dos exames periciais realizados até então, a Delegacia da Mulher de Santa Cruz do Sul encaminhará a justiça o inquérito finalizado indiciando Jair por homicídio qualificado por meio cruel e emboscada, por assegurar ocultação e tentativa de impunidade, por estupro, por feminicídio e por furto. Segundo Lisandra, Jair – que não confessou formalmente sua participação no crime – deverá permanecer preso aguardando julgamento. 

Durante a coletiva, Lisandra comentou ainda sobre a possível incapacidade civil de Jair. “Para a Polícia Civil, ele não é incapaz de cometer um crime. Ele pode ser incapaz na esfera civil, mas não na esfera criminal”, disse ela. Se ele sofre algum transtorno, alguma perícia talvez seja solicitada pela justiça na continuidade do processo, mas Lisandra acredita que a incapacidade civil dele, possivelmente causada por uma forte depressão, não deverá influenciar na determinação da pena, que dependerá do juíz. 

O caso, definiu Lisandra, foi extremamente desafiador e sem as testemunhas teria sido ainda mais difícil de conclui-lo. “Outras diligências nossas não estavam levando por esse caminho”, disse ela. Felizmente, duas pessoas apontaram Jair como suspeito e suas negativas iniciais fizeram a polícia acreditar ainda mais que ele pudesse ter, sim, envolvimento.