
As forças de segurança pública como Brigada Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e Susepe, estão temporariamente impedidas de realizar o treinamento de tiro com armamento de grosso calibre no estande da Sociedade Tiro, Caça e Pesca de Santa Cruz do Sul.
O “Clube Tiro e Caça”, como é popularmente conhecido, fica na Rua Vereador Benno João Kist, e segundo o Ministério Público, o local não possui as instalações adequadas para receber exercícios de treinamento de tiro com armas longas, como espingardas e fuzis, que geram um barulho maior.
A partir de uma verificação da polícia ambiental, foi constatado que os níveis de ruído produzidos em virtude do disparo de armas de maior poder ofensivo acabam ultrapassando os limites permitidos por lei.
De acordo com o 2º promotor de justiça da Promotoria de Justiça Especializada de Santa Cruz do Sul, Erico Barin, o inquérito civil tramita há cerca de dois meses. As investigações do MP detectaram as irregularidades a partir de reclamações de um morador da vizinhança, e a promotoria já encaminhou com as forças de segurança uma solução provisória, até que o novo estande de tiro com isolamento acústico, que está sendo construído na Sociedade Tiro Caça e Pesca, seja concluído.
O Ministério Público entrou em contato com a Polícia Federal e com o Exército Brasileiro para que os estandes de tiro que estas duas instituições possuem no município recebam o treinamento das polícias enquanto o problema não se resolve. “Da Polícia Federal já existe reposta positiva, e do Exército ainda estamos aguardando o contato”, esclareceu o promotor, que ressalta que, do ponto de vista do MP, não há prejuízo para o treinamento dos policiais.
O treinamento com armas tradicionais como revólveres até calibre 38 e pistola .380 continuam permitidos, dentro dos horários estabelecidos de segunda a sábado, das 9 às 18 horas.

Um oficial da Brigada Militar, que não quis ser identificado na matéria, reclamou que a proibição dos exercícios com armas de maior potencial ofensivo no Clube Tiro e Caça acaba atrapalhando o dia a dia da polícia, pois o estande de tiro da PF não permite que a totalidade do efetivo da BM realize o treinamento ao mesmo tempo, em virtude do tamanho reduzido. Segundo o oficial, a situação acaba gerando custos extras para a corporação.
Uma nova medição do barulho produzido pelos disparos realizado com as armas comuns, será auferida nos próximos dias, e uma outra medição, sem data prevista, também irá ocorrer para verificar se a lei está sendo seguida. De acordo com os resultados, a investigação pode inclusive ser encerrada, segundo o promotor Barin, restando apenas a adequação do novo local para treinamento.
Após a finalização do novo estande com isolamento acústico, cuja construção deve estar pronta até o final do ano, as medições sonoras serão repetidas para que ocorra a liberação dos disparos com armas de grosso calibre, sem prejuízo aos moradores próximos ao clube de tiro.














