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Prazo de Santa Cruz está terminando

Loja da Havan será nos moldes de todas as outras já construídas e está a um passo de vir para Santa Cruz

Rosibel Fagundes
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Os próximos dias serão decisivos para as negociações sobre a instalação de uma unidade da rede Havan em Santa Cruz do Sul.  Após encaminhar na última segunda-feira, 11 ao Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz uma proposta sobre as condições salariais dos trabalhadores, a rede catarinense ainda aguarda uma resposta. De acordo com o presidente da Havan, Luciano Hang, até o início da desta quinta-feira, 14, ele não havia recebido nenhuma resposta com relação à aceitação ou não de suas condições. “Queremos crer ainda que vai haver mais negociação e vou poder dizer se Santa Cruz será ou não agraciada com uma loja, ou se simplesmente a gente vai deixar esta cidade. É lamentável que isto aconteça. Eu fui aí pessoalmente e conversei com o Afonso. Ele colocou naquela reunião com o prefeito que iria conversar com a gente e fazer de tudo para dar certo. Eu não vejo essa boa vontade por parte dele”. 
Sobre as negociações o empresário adiantou que a Havan encaminhou a melhor proposta que poderia. “O trabalhador irá receber em torno de R$ 8 mil por ano, isso é mais do que a convenção coletiva da cidade oferece. O nosso colaborador irá receber o domingo, o feriado, vai ganhar o Programa de Participação de Resultados (PPR), o ticket almoço, ganha um dos melhores salários comerciários do Brasil. Os benefícios são os melhores que poderíamos dar. Vamos aguardar ainda um ou dois dias a resposta”.  
Hang declarou ainda que segue as tratativas de negociação com outras cidades e previu que dez megalojas serão abertas no Rio Grande do Sul até o fim do ano. Ele confirmou a instalação de unidades em Ijuí, Viamão e Pelotas. Em abril deverá ser inaugurada a loja de Caxias do Sul.   No entanto, somente as lojas de Santa Cruz do Sul e de Santa Maria dependem ainda de avanços nas negociações com os sindicatos. Questionado sobre a possibilidade de um novo encontro em Santa Cruz com representantes dos Sindicatos, Hang admitiu, “eu não vou mais à Santa Cruz ,  já estive aí. Se não der certo as negociações eu desisto da cidade. Eu deixei uma data para Santa Cruz, e esta data já passou, era dia 12. Eu espero até amanhã, sexta-feira. Se não, eu vou procurar em outras cidades. Até o fim do ano vamos instalar dez megalojas no RS. Ou vocês estarão juntos, ou não estarão. Santa Cruz é a única cidade ainda que está travada para fazer a negociação. Como eu falei outro dia, quanto mais o tempo passa, mais longe fica Santa Cruz do Sul de receber uma Havan. A impossibilidade de um acordo com o Sindicato dos Comerciários, fará com que Santa Cruz não receba uma loja da Havan. Eu fico muito triste, mas é a realidade do que está acontecendo”, conclui o dono da Havan.
Nesta quinta-feira, uma reunião entre representantes do Sindicato dos Comerciários e Sindicato do Comércio Varejista do Vale do Rio Pardo (Sindilojas), que atua como intermediário nas negociações estiveram reunidos para aprimorar a proposta. Para o presidente do Sindilojas, Mauro Spode, a proposta é individual e não afetaria outros comerciários. “É uma negociação que envolve somente a Havan em um primeiro momento, e a gente vai voltar a conversar com os demais lojistas no período da nossa data base que acontece em novembro. As negociações sobre a Havan estão evoluindo, não no prazo que a Havan gostaria que se fizesse. Mas, baseados nas nossas experiências anteriores acreditamos que está havendo um avanço nas tratativas”. Questionado sobre a proposta da Havan e uma resposta à empresa, o presidente do Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz e Região, Afonso Schwengber preferiu não se pronunciar e adiantou apenas que irá se manifestar no fim do processo. “O que está sendo tratado é uma negociação e quando chegarmos na parte final iremos divulgar. Não temos prazo para conclusão. Estamos autorizados somente a negociar. Mas não vamos entrar em detalhes”.