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Prefeitura analisa água consumida no interior

DECOM/PMSCS/Divulgação

Profissionais qualificados analisam a qualidade da água que chega até a população do interior

Levar água potável para as comunidades do interior através da rede de distribuição municipal é uma das principais metas da atual Administração, que esta semana já deu início a construção de mais uma rede hídrica, dessa vez para atender a Linha Júlio de Castilhos e a Linha Monte Alverne. Ainda em janeiro deste ano dois novos sistemas de abastecimento foram inaugurados, um em 4ª Linha Nova Baixa e outro em Alto Paredão. Mas o que muita gente não sabe é que a garantia da qualidade dessa água passa pelo Laboratório de Análises, vinculado ao Departamento Municipal de Redes Hídricas da Secretaria de Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade.
O departamento é responsável por analisar e monitorar a qualidade da água, desde o tratamento até os pontos de consumo, atendendo a Portaria 2.914/11 do Ministério da Saúde. A legislação define, entre outras coisas, a frequência da coleta das amostras e os parâmeros que estabelecem a potabilidade da água para consumo humano.
De acordo com a química Luciane Ribeiro, responsável pelo laboratório municipal, o monitoramento da água consumida no interior é feito semanalmente, a partir das coletas efetuada em pontos da rede de distribuição nas localidades de Rio Pardinho, Linha 7, Boa Vista, Alto Boa Vista, Felipe Nery, Cerro Alegre Alto, Cerro Alegre Baixo, Travessa Stölben, Linha João Alves, Reserva dos Kroth, Parque de Eventos, Parque da Oktoberfest, Monte Alverne, Linha Antão, 4ª Linha Nova e Alto Paredão.
Por semana a equipe chega a percorrer mais de 500 quilômetros para recolher as amostras e realizar o tratamento da água. “A prefeitura é responsável pela qualidade da água que entra nas residências através da rede de distribuição, a partir do hidrômetro a responsabilidade passa a ser do morador. Este deve assegurar a limpeza do reservatório e a conservação das tubulações, já que existem muitas doenças de veiculação hídrica, seja por ingestão ou contato, como é o caso da leptospirose, do cólera e das hepatites virais”, explica a química.
Após a coleta, os recipientes são transportados até o laboratório para realização das análises físico-química e microbiológica, segundo parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Na primeira é feita verificação dos índices de PH, cloro, flúor, turbidez e cor. Já na microbiológica se verifica se a água está livre de coliformes totais e Escherichia coli.
Periodicamente a água também passa por uma análise mais apurada, onde são verificados diversos parâmetros, inclusive, a existência de agroquímicos e de metais pesados. Nesse caso a avaliação é feita por laboratório contratado para esta finalidade. “Levar água em quantidade e qualidade a todos os munícipes é uma das prioridades desta gestão”, disse o secretário municipal de Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade, João Miguel Wenzel.