Ana Souza
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O inverno inicia somente no dia 21 de junho, mas há alguns dias já estamos sentindo as baixas temperaturas que a nova estação traz. Pelas ruas de Santa Cruz do Sul muitas pessoas já estão se protegendo contra o frio, fazendo uso de casacos pesados, mantas, toucas, luvas e botas.
Conforme o Agrometeorologista, Marcelino Hoppe, da Estação Meteorológica da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) o inverno 2014 seguirá com as mesmas temperaturas registradas em 2013. “Será um inverno dentro do normal. Um dia típico de inverno, em Santa Cruz do Sul, registrada temperaturas na média dos 15ºC, variando em 10ºC no início da manhã e chegando à 20ºC no final da tarde. Os dias mais frios podem ser de 5ºC à 15ºC e, raramente, na estação toda chegará próximo à 0ºC. Com as temperaturas baixas também haverá geadas. Um ou dois dias por ano podem ser de temperaturas negativas. O recorde de temperatura baixa em Santa Cruz do Sul, foi de -2,6ºC no dia 6 de agosto de 1963.”
Hoppe explica que as temperaturas baixas são registradas cerca de um mês e meio antes do início do inverno e encerram cerca de um mês e meio depois. “Chamamos este período de inverno climático. Quando a estação inicia temos em Santa Cruz em torno de 10 horas de luz e 14 horas de noite. Os dias começam a aumentar a partir do dia 21 de junho até 22 de dezembro. A partir desta data, o efeito é contrário, são 14 horas de luz para 10 horas de noite. De 23 de setembro à 21 de março, são 12 horas de luz e 12 horas de noite.”
CHUVAS
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um fenômeno que está começando a se estruturar é o El Niño. “É o que aquecimento das águas do Oceano Pacífico, na Costa do Peru, e que implica em mais evaporação e mais chuva no Centro Sul e menos chuva no Nordeste. Quando se verifica este fenômeno no Rio Grande do Sul as chuvas são mais intensas, como em 1983 quando tivemos uma enchente muito grande em Blumenau, Santa Catarina. Assim como o ano passado, haverá mais chuva do que o necessário para a estação, devido à umidade da região sul. Nosso inverno seria de maio à julho e a partir da metade de agosto nas regiões baixas do Vale do Rio Pardo já começamos a sentir os efeitos da primavera.”
O Agrometeorologista enfatiza que as chuvas serão um pouco acima do normal no município. “Nosso inverno, normalmente, registra muita chuva, sendo os meses mais chuvosos agosto e setembro. Fevereiro, abril e novembro os mais secos. A distribuição de chuva no Rio Grande do Sul é praticamente igual nas quatro estações, com pequena predominância no final do inverno e início da primavera. Chove um pouco a mais do que os 25% esperado para este período. Junho registra em torno de 133 milímetros de chuva; julho, 128mm e 160mm, agosto. No inverno todo seria cerca de 420mm, ou seja 25% dos 1.600mm da estação. A umidade que percebemos é porque a evaporação é menor.”
TEMPERATURAS BAIXAS
Antes mesmo do inverno chegar já tivemos uma amostra da temperatura mínima do ano, quando no domingo, dia 25, foi registrada pela Estação Meteorológica, 4,8ºC em Santa Cruz do Sul.Conforme dados do site Climatempo o Rio Grande do Sul registrou nesta quarta-feira, 28, 1,8ºC em Vacaria; 2,6ºC em Quaraí; 2,7ºC em São José dos Ausentes; 3ºC em Canela (dados do Inmet) e 5,9ºC em Porto Alegre (dados do Metroclima). As previsões indicam que para o mês de junho haverá pelos menos três dias de muito frio em Porto Alegre e no Estado do Rio Grande do Sul.
A madrugada de domingo, 25 de maio, foi a mais fria do ano na capital do Estado, Porto Alegre. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram a temperatura mínima de 6,9°C. O recorde anterior era de 8,5°C da madrugada do sábado, 24 de maio. Há previsão de mais frio para os próximos dias. Pois outra frente fria se deslocou pela costa da Região Sul durante a terça-feira, 27, injetando mais ar polar sobre o Sul do Brasil. O risco de geada aumenta para o interior gaúcho e Porto Alegre poderá ter mais temperaturas baixas.
Ricardo Wendland

Estação inicia somente no dia 21 de junho mas termômetros já registram quedas
Ana Souza

Marcelino Hoppe: “Haverá mais chuva do que o necessário para a estação, devido à umidade da região sul”

Sol ajudou a aquecer o dia frio desta quarta-feira
Previsão do tempo para Santa Cruz até o fim de semana
Quinta-feira, 29/05: Dia de sol, com nevoeiro ao amanhecer. As nuvens aumentam no decorrer da tarde. Mínima de 8º e máxima de 20º. Nascer do sol às 7h15 e pôr do sol às 17h39.
Sexta-feira, 30/05: Sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora. Mínima de 12º e máxima de 16º. Nascer do sol às 7h16 e pôr do sol às 17h39.
Sábado, 31/05: Sol com muitas nuvens durante todo o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora. Mínima de 13º e máxima de 19º. Nascer do sol às 7h16 e pôr do sol às 17h38.
Domingo, 1º/06: Sol com muitas nuvens durante todo o dia e períodos de céu nublado. Noite com muitas nuvens. Mínima de 12º e máxima de 17º. Nascer do sol às 7h17 e pôr do sol às 17h38.
Fonte: www.climatempo.com.br
SAÚDE
Manifestações de alergias crescem 40% nas estações mais frias
Todos os anos a história se repete. Basta a temperatura cair para as alergias se manifestarem. Com o ar mais seco e o aumento dos poluentes, ácaros e pó, fica quase impossível não sofrer com a rinite alérgica, asma brônquica, conjuntivite alérgica e dermatite atópica. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas estações mais frias, a incidência de alergias cresce 40%.
“As alergias são respostas exageradas do sistema imunológico a alguns estímulos externos comuns a todas as pessoas, como poeira, ácaro e fungos. Quem está predisposto a ter alergia, ao entrar em contato com o alérgeno (agente causador), o sistema imunológico reage, criando anticorpos para atacar o suposto inimigo. Desta reação, são liberadas substâncias que determinam os sintomas”, explica a alergologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Cristina Abud de Almeida.
Ainda de acordo com a especialista, os sintomas das alergias que se manifestam nas estações mais frias são facilmente percebidos. “Na rinite alérgica, o indivíduo apresenta coceira nasal, na garganta e/ou no ouvido, espirros, obstrução nasal e coriza. Na asma brônquica, os sintomas são tosse, principalmente à noite, e ao acordar, cansaço, aperto no peito e/ou chiado. Com a conjuntivite alérgica, os olhos ficam vermelhos, coçam e lacrimejam. Já na dermatite atópica, a pele apresenta lesões avermelhadas, que coçam muito e, às vezes, descamam”, detalha.
Ao perceber qualquer um dos sintomas, é preciso procurar um médico. “Durante a consulta, o profissional irá avaliar o histórico clínico do paciente, como eventos anteriores e casos na família, e indicar exames específicos para verificar quais são os causadores da alergia. Desta forma, será possível indicar o tratamento mais adequado para o problema e para a prevenção de novas ocorrências”, revela.
Entre as opções terapêuticas, estão o afastamento das substâncias que desencadeiam os sintomas, vacinas e ingestão de medicamentos. “Os anti-histamínicos, conhecidos popularmente como antialérgicos, são importantes adjuvantes. Os beta-agonistas são utilizados se há broncoespasmo (dificuldade para respirar). Os corticosteroides são indicados para evitar a inflamação dos brônquios e, consequentemente, a crise de asma”, esclarece.
Segundo a alergologista, algumas iniciativas simples podem prevenir reações alérgicas típicas das estações mais frias. “É preciso realizar um controle ambiental. A casa deve ser sempre arejada, colchões e travesseiros devem ser colocados ao sol, evitar carpete, cortina, vassoura, bichos de pelúcia, banhos muitos quentes que ressacam a pele e buchas que podem gerar lesões, beber bastante água e aplicar hidrante no corpo”, orienta.














