Início Especiais Produção Integrada do Tabaco

Produção Integrada do Tabaco

Esteio foi palco do lançamento oficial das Normas Técnicas Específicas para a Produção Integrada (PI) do Tabaco. O lançamento ocorreu no dia 4 de setembro, na Casa da Embrapa, na Expointer 2014, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). A solenidade, conduzida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Segundo o MAPA, o Sistema de Produção Integrada é uma maneira de produzir de forma segura, com menor impacto ambiental, maior responsabilidade social e rastreabilidade garantida.
A Instrução Normativa (IN 27) que regulamenta a PI do Tabaco foi publicada no Diário Oficial da União em agosto. O PI-Brasil é desenvolvido pela Coordenação de Produção Integrada da Cadeia Agrícola do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (CPIA/DEPROS/SDC/Mapa). As normas não serão impositivas. A adesão por parte dos produtores e da indústria é voluntária, caracterizando-se como um diferencial competitivo.
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de tabaco e líder em exportações desde 1993, em função da qualidade e integridade do produto. Segundo dados do SindiTabaco, em 2013, o produto representou 1,35% do total das exportações brasileiras, exportando para 102 países, com US$ 3,27 bilhões embarcados, alcançando 627 mil toneladas. O volume total produzido chegou a 706 mil toneladas, sendo que 50% foram produzidos no Rio Grande do Sul, 30% em Santa Catarina e 20% no Paraná, gerando cerca de 30 mil empregos diretos nas empresas do setor instaladas na região Sul do País.
“Sei da importância econômica do setor do tabaco, meu pai foi produtor em Santa Catarina. É uma atividade que deve ser respeitada. Não estamos estimulando o consumo, mas a produção de um setor econômico importante para o meio rural. Sei que a consciência ambiental está presente nesta cultura, assim como em outras. Hoje a sustentabilidade vem do interior para os grandes centros. Temos que cobrar que o inverso também aconteça”, disse o ministro do MAPA, Neri Geller. Na ocasião, Geller também confirmou a participação de um representante do ministério para acompanhar a 6ª Conferência das Partes que preocupa o setor do tabaco e acontece entre 13 e 18 de outubro, na Rússia.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, no Brasil 18 produtos possuem normas de PI publicadas – abacaxi, banana, caqui, caju, coco, limão, laranja, tangerina, figo, goiaba, maçã, mamão, manga, maracujá, melão, morango, pêssego e uva –  que podem ser certificadas se o produtor seguir todas as etapas corretas do Sistema de Produção Integrada. “A batata e o café já podem ser certificados, após cursos de auditores e de responsáveis técnicos. E agora, os produtores que aderirem à PI do Tabaco, também poderão certificar o produto”, declarou.
Para Iro Schünke, presidente do SindiTabaco, a certificação será um diferencial do produto no mercado internacional. “O tabaco já é produzido de forma sustentável, mas reconhecemos que nos falta um selo oficial, como já acontece com outras culturas. Ainda há muito mitos relacionados ao setor, que perpetuam sem embasamento em dados oficiais. Esta será uma forma de contrapor ataques sem fundamento e fortalecer o Brasil no competitivo mercado internacional de tabaco”, afirmou Schünke. 
 
SAIBA MAIS
 
O Sistema de Produção Integrada é uma maneira de produzir alimentos seguros para o consumo, com menor impacto ambiental, maior responsabilidade social e rastreabilidade garantida. Trata-se da normatização dos procedimentos aplicados ao processo produtivo, através de um sistema de rastreabilidade, de modo a garantir ao mercado consumidor o nível de qualidade e segurança do produto. A partir da certificação torna-se viável comprovar a origem e os métodos empregados na geração dos produtos, por meio de registros formais e auditáveis, sobre princípios de sustentabilidade dos sistemas produtivos e sua relação direta com as demandas social, ambiental e econômica. Conheça os principais benefícios da produção integrada:
• Produtores: oportunidade para redução de custos de produção, produção diferenciada e de maior longevidade mercadológica, continuidade do sistema integrado e melhor organização da cadeia produtiva;
• Indústrias: reconhecimento em sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, oportunidade de agregação de valor aos produtos, manutenção e aperfeiçoamento do sistema integrado e geração de trabalho e renda a produtores e trabalhadores;
• Consumidores: qualidade e segurança dos produtos, resíduos conforme padrões brasileiros e internacionais, garantia de rastreabilidade e sustentabilidade dos processos.
 
* Com informações do MAPA
 
Divulgação/RJ
 

Expectativa do setor é contar com produto certificado e ser ainda mais competitivo no mercado internacional de tabaco em folha