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Profissão voltada à sustentabilidade

Jéssica Ferreira
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Neste próximo dia 11, sexta-feira, é comemorado o Dia do Engenheiro Civil, data esta escolhida para homenagear esses profissionais porque no dia 11 de dezembro de 1933, foi promulgado o Decreto Federal de número 23.569 que regulava o exercício da profissão de engenheiro, arquiteto e agrimensor – o que com o decorrer dos anos foi considerado um marco na história da regulamentação profissional e técnica no Brasil.
Para entender um pouco mais sobre a profissão e, sobretudo como ela é inserida no município de Santa Cruz do Sul, o Riovale Jornal conversou com o presidente da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos de Santa Cruz do Sul (Seasc), Ario Sabbi, que explicou sobre a entidade ligada à profissão:

Riovale Jornal: Qual é o perfil do profissional desta área?
Ario Sabbi: O perfil de um engenheiro em Santa Cruz do Sul é de um profissional que atende aos interesses das empresas nas quais ele está inserido – sendo sua própria empresa ou de seu contratante. É um profissional ágil e voltado ao mercado, ou seja, entende e busca sobre as tendências do atual momento – principalmente aquele que busca através de sua inserção saber o que o mundo da profissão lhe reserva.

RJ Onde esse profissional atua?
AS: Os engenheiros da nossa região são divididos em várias classes, como civis, mecânicos, entre os demais. Então, cada um dentro da sua área tem a sua atividade – voltando a frisar que a Seasc congrega todos estes profissionais e busca trazer para eles novas soluções de mercado.

RJ: Em sua visão, qual a responsabilidade ambiental desta carreira?
AS: Todo engenheiro civil hoje tem uma responsabilidade ambiental inserida dentro da sua profissão. Inclusive temos engenheiros ambientalistas que estão inseridos totalmente neste foco. Além disso, a questão do meio ambiente é trabalhada através de algo muito moderno hoje, que é a sustentabilidade – a qual foi por várias vezes tema de palestras proporcionadas pela Seasc durante este ano, justamente com esta consciência de responsabilidade.

RJ: Como estão as construções em Santa Cruz do Sul?
AS: O Brasil inteiro viveu um forte crescimento acima do seu gráfico normal, onde a construção civil foi a que mais se estendeu nos últimos anos, entretanto, neste momento estamos vivendo um início de crise. Devido a este crescimento, o número de profissionais na área foi muito grande – e os próprios profissionais tiveram que se atualizar para atender a demanda do mercado, então, talvez nos próximos momentos haja algumas dificuldades, mas em Santa Cruz do Sul, a Seasc tem buscado novas soluções para os profissionais desta área. 

RJ: Quais são os principais objetivos da Seasc?
AS: A Seasc desde a sua formação foi formada para congregar os profissionais da área tecnológica (engenheiros e arquitetos), e assim, trazer para eles uma profissionalização ou atualização através de cursos e a união destes profissionais perante as demandas da comunidade. Ou seja, para que a área tenha representatividade através da congregação destes profissionais, além de também promover a valorização do exercício e da ética profissional.

RJ: Os cursos da Seasc têm impactado na formação deste profissional?
AS: Este ano tivemos dez palestras na Seasc focando em eficiência energética e sustentabilidade, além de também, palestras com o foco em novas tecnologias. Então a entidade tem a sua importância perante os seus profissionais, por isso, estamos buscando levar aos recém formados e aos acadêmicos a importância deles saírem da universidade já inseridos no mercado através da Seasc.

Divulgação/RJ

Ario Sabbi: Seasc tem buscado novas soluções para os profissionais