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Programa recolhe embalagens vazias

Há 14 anos, a cadeia produtiva do tabaco tem se preocupado de forma efetiva com o descarte das embalagens de agrotóxicos que são utilizadas na lavoura do produtor. O Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos iniciou suas atividades no dia 23 de outubro de 2000, antes mesmo de existir a lei que determinasse a devolução dos recipientes – o Decreto 4.074/2002 (artigo 53). 

Desenvolvido de forma itinerante pelo SindiTabaco (Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco) e empresas associadas, com o apoio da Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), o programa percorre 563 municípios e 2,3 mil pontos de coleta, beneficiando mais de 130 mil produtores gaúchos e catarinenses. No Paraná, iniciativas semelhantes realizadas pelas centrais locais são apoiadas pelas empresas associadas ao SindiTabaco. 
“Até o momento foram mais de 10 milhões de embalagens tríplices lavadas recolhidas e encaminhadas para reciclagem. Mas é importantes ressaltar que pesquisas oficiais apontam o tabaco brasileiro como o produto comercial agrícola que menos utiliza agrotóxico. Por serem agricultores diversificados, os produtores de tabaco tem também a oportunidade de entregar as embalagens de produtos que foram utilizadas em outras culturas”, destaca Iro Schünke, presidente do SindiTabaco. Aos produtores que aderem ao programa são fornecidos recibos – fundamentais para apresentação aos órgãos de fiscalização ambiental. Conheça a pesquisa.

ROTEIRO
 
 Ao todo, oito regiões produtoras de tabaco fazem parte do roteiro. No Rio Grande do Sul, o programa percorre o Noroeste (128 municípios participantes), Centro (56), Serra (109), Sul e Litoral (44); em Santa Catarina, passa por municípios do Litoral Sul (39), do Alto Vale (56), do Centro Norte (16) e do Oeste (115). Até dia 23 de outubro, o programa percorre o roteiro Litoral Sul de Santa Catarina, passando por municípios como Braço do Norte, Armazém e Grão Pará. A partir de 28 de outubro, o programa segue para o Alto Vale catarinense, onde circulará até 26 de novembro. 
 
Para onde vão as embalagens?
 
As embalagens coletadas são destinadas às centrais de recebimento e triagem credenciadas pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV). Alguns critérios de ordem técnica, no entanto, precisam ser observados para que as embalagens possam ser recebidas e encaminhadas às referidas centrais. Entre eles, a tríplice lavagem e a inclusão da tampa do recipiente no momento da entrega. 
As centrais de recebimento e triagem, por sua vez, fazem a separação seletiva das embalagens – tendo como critério básico durante o processo a segregação do material conforme o tipo, tamanho e coloração. Na sequencia, o referido material é prensado e acondicionado em fardos, de modo a facilitar as operações de armazenagem e transporte. As tampas dos recipientes, devido às suas características de maior densidade e rigidez, são embaladas separadamente. Após esta etapa, as centrais encaminham o material para empresas recicladoras, através de operação comercial. 
De acordo com informações do inpEV, o material proveniente das embalagens plásticas, que representa a maior parte dos recipientes de agrotóxicos, é triturado e novamente extrusado. Entre as diversas destinações de uso a que podem ser submetidas, está a da construção civil, por meio da produção da chamada madeira plástica, conduítes para fiação elétrica e dutos corrugados. Pode também ser utilizado na confecção de embalagens para óleo combustível e novas embalagens para agrotóxicos (camadas intermediárias). As embalagens de vidro são recicladas por meio de processos de fragmentação, fusão e transformação, podendo ser utilizadas na confecção de novas embalagens ou outros produtos diversificados da indústria vidreira.
 
Divulgação/RJ
 

Pioneiro no Sul do Brasil, o programa desenvolvido pelo SindiTabaco oferece comodidade e segurança
ao produtor de tabaco, além de proteger o meio ambiente e atender a legislação

 
 
Passo a passo da tríplice lavagem (Fonte: inpEV)
 
1. Esvaziar totalmente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador;
2. Adicionar água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
3. Tampar bem a embalagem e agitar por 30 segundos;
4. Despejar a água da lavagem no tanque do pulverizador.
5. Repetir duas vezes a operação e inutilizar a embalagem, perfurando o fundo;
6. Armazenar em local apropriado até o momento da devolução.
Importante: realizar a lavagem durante o preparo da calda, utilizando o Equipamento de Proteção Individual (EPI).