
VAGNER CERENTINI
[email protected]
O Papai Noel é um personagem criado no século IV, por Nicolau Taumaturgo que, em sigilo, colocava um saco com moedas de ouro na chaminé das casas dos que estavam precisando de ajuda na época do Natal. Tornou-se santo e símbolo natalino, partiu da Alemanha, onde vivia, até se tornar conhecido por todo o mundo.
Diz a lenda que Papai Noel é um Bom Velhinho de barba branca e comprida e vestimenta vermelha que mora no Polo Norte. Papai Noel juntamente com seus assistentes, os duendes, fabricam presentes para oferecer às crianças que se comportaram e obedeceram os pais durante o ano.
Em Santa Cruz do Sul, o Bom Velhinho vive na Vila do Papai Noel, e está disponível desde o dia primeiro de dezembro, atendendo a todas as crianças das 17h às 22h, todos os dias da semana. Milton Roesch, a verdadeira identidade do Papai Noel santa-cruzense, deu entrevista ao Riovale Jornal, e contou-nos um pouco mais sobre sua vida.
Natural de Sinimbu, Roesch tem 48 anos e conta que se mudou para Santa Cruz há cerca de 23 anos. A iniciativa de trabalhar como Papai Noel veio de sua habilidade em divertir crianças, atividade que ele realiza há oito anos. “Este é meu primeiro ano aqui na Vila do Papai Noel, mas antes já havia trabalhado em Sinimbu, Passo do Sobrado, Venâncio Aires e outras cidades”.
“Sempre me dei muito bem com crianças, em outros empregos que tive gostava de brincar com elas”, salientou Roesch.
Ele conta que já trabalhou em diversas empresas e que já ocupou diversos cargos. “Já trabalhei em imobiliária,fumageira, fui servente de pedreiro. Recentemente fui assador em um restaurante”.
Em relação a sua atual ocupação, Milton Roesch se sente muito feliz em poder passar alegria a outras pessoas. “As crianças ficam muito felizes em vir me visitar, dá para perceber a felicidade no rosto delas, elas gostam muito do Papai Noel, desta data em que elas ganham presentes e balas. É muito bom ser Papai Noel!”.
Segundo Roesch, algumas crianças têm medo de Papai Noel e algumas chegam a chorar quando o visitam. “Isso é normal, quando eu era criança também tinha um pouco de medo”, relatou.
Ele comenta que as crianças falam muitas coisas engraçadas e diversas vezes o deixam sem resposta. “Elas às vezes dizem coisas que não entendo, algumas me perguntam onde eu deixo o trenó e sou obrigado a inventar algum tipo de explicação”.
Perguntado sobre qual presente gostaria de ganhar, ele responde que escolheria ter muita saúde e paz. “Acho que essas coisas são essenciais”, afirmou. “E se eu como Papai Noel pudesse dar um presente para todas as pessoas do mundo, certamente também seriam essas duas. Em especial para os brasileiros, desejo muita força já que todos nós passamos por um momento difícil”, finalizou Milton Roesch.














