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Quebrando as correntes do baixo astral

Cristiano Silva
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Divulgação / Capadócia 23

Banda formada por Pepe Soares (d) e o seu filho Pedro Soares (e)
explora a MPB e samba rock em releituras de diversos artistas
 
Talvez uma das maiores virtudes para uma banda dar certo e efetivamente seguir tocando seja a amizade. Ser bom instrumentalmente é muito importante, ter bons contatos para shows também, mas de nada adianta se não há vínculo entre os músicos.
Poderíamos citar a banda britânica Oasis, maior nome do noventista fenômeno musical britpop, como bom (mau) exemplo neste caso. Foi uma grande banda, de sucesso, com imensa capacidade musical exemplificada em tantos hits mundiais como “Wonderwall”, “Stand by Me”, “Don’t Look Back In Anger” e “Stop Crying Your Heart Out”, mas terminada pelo mau convívio entre os integrantes, mau convívio este familiar, entre os irmãos Noel e Liam Gallagher. Mas há casos em que o convívio, de mesmo modo, sustentado na base familiar, se transforma em grande produção musical e artística, de modo que não interfira nas outras atividades desempenhadas e aumente a afinidade entre os músicos. Um exemplo disso é a banda/duo santa-cruzense Capadócia 23. Formada pelo comunicador e radialista Pepe Soares ao lado do seu filho Pedro Soares, a banda gravita no universo dos grandes nomes da música de todos os tempos, valorizando os sucessos, mas também buscando evidenciar as músicas que marcaram épocas.
 
LADO BOM DA MÚSICA
 
Divulgação

Segundo o pai Pepe Soares (d), o filho Pedro Soares (e), que cursa História
na Unisc quis, durante um bom tempo, estudar Música
 
Pai e filho usam os violões como espadas musicais. Quando exige mais potência, a Capadócia 23 reúne convidados especiais (Templários) e deixa a quebradeira pegar. Dentre os estilos valoriza-se o samba rock, MPB, passeando por artistas pontuais como o pelotense Vitor Ramil, Paulinho Moska, 5 a Seco, entre outros. No campo internacional, Barry White, The Verve e Doobie Brothers são presenças constantes no repertório. “Procuramos traçar um caminho de repertório que se enquadre ao evento, por exemplo, se tocamos em um uma Feira do Livro, buscamos tocar um Vitor Ramil que tem toda uma relação com a literatura, já em um casamento ou algo assim, o perfil já não se encaixa, então buscamos adaptar o nosso repertório ao evento, sempre, claro, com canções do nosso gosto” destaca Pepe Soares.
O músico ainda revela não tocar canções que não estejam dentro do seu gosto musical ou do filho Pedro. “A música pra mim é um complemento, eu faço porque gosto, não vivo disso. Então, no nosso repertório, tocamos o que gostamos, e dentro disso, o público irá encontrar muito o lado B da música que é, pra mim, o lado bom” comenta Pepe, que nos anos 80, em Santa Cruz, mandava o melhor do punk com sua antiga banda Sistema Nervoso.
 
MÚSICA QUE VEM DE BERÇO
 
Divulgação / Capadócia 23

Edinho Nascimento (c) é um d’Os Templários que acompanha
Pepe (e) e Pedro Soares (d) na Capadócia 23
 
Com roupagens próprias, a Capadócia 23 segue o lema do mestre Jorge Benjor: “Alegria, simpatia, harmonia e energia“. O lema, segundo Pepe Soares, que vem de uma família inteira ligada à música, serve para quebrar as correntes do baixo astral e jogar o poder da música para elevar as vibrações. De acordo com o comunicador e radialista, a música serve para ser explorada, e finaliza seu pensamento com uma ressalva. “A Capadócia 23 é sem preconceito, pois música, sempre, é conceito”.