Início Geral Residencial Bem-Viver: um sonho para a terceira idade

Residencial Bem-Viver: um sonho para a terceira idade

Os artesanatos são produzidos todas as terças-feiras por voluntárias e são vendidos em eventos. Os recursos captados são direcionados à conclusão das obras

Sara Rohde 
[email protected]

O sonho de disponibilizar um espaço digno, completo e de acalanto aos idosos, está cada dia mais próximo de se tornar realidade para a Associação de Amparo à Terceira Idade (AATI), mas, para isso acontecer, é preciso finalizar as obras do Residencial Bem-Viver. A entidade sem fins lucrativos foi crida para promover o bem-estar das pessoas idosas e oferecê-las um espaço de convivência que disponibiliza diversas atividades terapêuticas, ocupacionais e recreativas, abrigo e serviços de alimentação e higiene. Com o objetivo de tornar mais felizes os anos maduros de seus residentes, foi projetado o Residencial Bem-Viver. O residencial fica localizado na Rua Simão Grämlich, esquina da Rua Corredor Frey, é um amplo espaço com área construída de aproximadamente 2.500m², em uma área de terras de 2,6 HA, obtidos através de doação. O residencial conta com hall de entrada, centro de convivência e refeitório, copa, cozinha, biblioteca, capela, corredores, salas de visitas, enfermaria com sala de triagem médica, sala de repouso, banheiros equipados para cadeirantes e mais 30 apartamentos construídos em dois modelos, suíte e standard – com e sem banheiro. Toda construção já efetuada foi realizada com trabalho voluntário, obras viabilizadas através de doações financeiras espontâneas, doação de materiais, realização de promoções sociais, campanhas em parceria com entidades, clubes de serviço, empresas privadas e a comunidade em geral. A projeção criada com o intuito de instalar em torno de 65 idosos já está pronta, porém, para entrar em funcionamento, são necessárias as finalizações que ainda não foram concluídas por falta de verbas. Por isso, a AATI continua engajada na busca de recursos para colocar na prática a tão sonhada casa de idosos. A entidade já tem até profissionais capacitados que trabalharão junto ao residencial, são parceiros da área da saúde, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos. Conforme a secretária Executiva da AATI, Maria da Graça Prestes, para captar recursos junto a convênios municipal, estadual e federal, a entidade precisa estar cadastrada no Conselho do Idoso, mas, para estar cadastrada no conselho, a entidade deve estar em funcionamento. “Não estamos cadastrados no Conselho do Idoso porque devemos estar em funcionamento com o residencial para ficarmos ativos. Isso também acaba sendo um impasse para nós, pois precisamos deste registro para fazer os projetos de captação dos recursos, porque muitas empresas exigem estas documentações e sabemos a necessidade disso. Infelizmente uma coisa depende da outra, inclusive estamos com toda documentação exigida pelo conselho adequada, só ainda não estamos com o público residindo na casa”, frisou. Até agora um total de R$ 1.350.860,00 foi investido em edificação, mas, para conclusão total da obra, é necessário terminar toda a parte elétrica, adicionar um transformador de energia, uma guarita, estruturar o escritório com móveis e adequar solicitações dos Bombeiros do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), como a rampa lateral da parte externa que liga à parte interna (e será usada para cadeirantes), a qual já tem até um engenheiro quedesenhou o projeto, faltam apenas recursos para início da construção. Para a instalação desta rampa foi realizado um orçamento, por alto, de R$ 19 mil. Conforme Maria da Graça, todas as prestações de conta estão sendo feitas com relatórios financeiros e apresentação de nota fiscal, comprovando as compras efetuadas dos materiais, dos subsídios pedidos, com divulgação pela mídia, e apresentação de informações sempre que solicitadas. 

Para o projeto ser finalizado é necessário concluir a parte elétrica e incluir uma rampa de acesso para cadeirantes

Ajude a AATI
A associação aceita doações de parceiros, tanto em valores como em materiais, “fazemos mais questão de doação de materiais do que de valores. Entramos muito em contato com empresas solicitando orçamento, lista de materiais, e em função disso as empresas podem nos fornecer material em si. Claro que recursos financeiros serão sempre muito bem-vindos, pois precisamos pagar a mão de obra”, garantiu Maria da Graça. Quem puder ajudar com materiais para obra, ou com valores, pode realizar depósito bancário na conta do Banco do Brasil nº 5.582-4 – Ag 0180. “É um desperdício o residencial estar fechado, por isso, para movimentarmos o espaço físico, para apresentarmos à comunidade este prédio, este espaço, que a própria comunidade contribuiu para acontecer, abrimos para todas as pessoas virem conhecer, independente se for associado”, disse. 

Voluntariado
Todas as terças-feiras à tarde um grupo de voluntárias se reúne no centro de convivência do residencial para fazer artesanatos que são vendidos para captar os recursos. E além de realizar um lindo trabalho, o mais legal, é que os produtos são feitos com materiais recicláveis, entre eles, as sacolinhas de plásticos de mercados, as quais são transformadas em bolsas, porta copos e porta louças, porta papel-higiênico, entre outros. Outras atividades extras são realizadas para angariar recursos, como bailes, almoços, chás e eventos para a terceira idade. Inclusive, já tem data marcada para a próxima ação, é o Chá da Vovó, a ser realizado no dia 26 de julho, às 15 horas, na Casa das Cucas Waechter. Quem tiver interesse em participar pode entrar em contato com Maria da Graça pelo telefone: (51) 9 9663-7594.