Sara Rohde
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O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (CMDM) em Santa Cruz do Sul, juntamente do Escritório de Defesa dos Direitos da Mulher (EDDM), realizou reunião da Rede de Proteção às Mulheres, na tarde dessa quinta-feira, 30, com objetivo de discutir os atendimentos às mulheres em situação de violência no município.
Segundo a presidente do CMDM Susana Gaab, o momento foi de enaltecer a existência da proteção às mulheres, bem como oferecer um apoio às que necessitam e informar o quanto a denúncia é importante. O evento contou com aproximadamente 100 participantes.
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher é composto por 20 Conselheiras titulares e 20 suplentes, um trabalho não remunerado com caráter de relevantes serviços públicos. O Escritório de Defesa dos Direitos da Mulher foi criado juntamente com o Conselho e visa como objetivo principal fazer a escuta sigilosa e respeitosa, dar apoio e orientação à mulher vítima da violência, além de articular os serviços existentes na rede de prevenção, contribuindo para ampliação da cidadania das mulheres. O escritório atende de segunda a sexta-feira, das 7h45 às 11h45 e das 13h30 às 17h30, no 2º andar do Centro Integrado de Segurança Pública e Cidadania.
O evento ocorreu no auditório do Sindibancários, Rua Sete de Setembro, 489, e contou com a presença de representantes de órgãos de segurança pública, conselheiros da área social e profissionais que atuam nos serviços de proteção à mulher em Santa Cruz do Sul.
BOA NOTÍCIA
Durante reunião uma novidade foi divulgada pela representante da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), Camila Conrad: o projeto ‘Grupo Reflexivo Homens Envolvidos em Situação de Violência’ idealizado pela Delegada Lisandra de Castro de Carvalho, que tem o objetivo de encaminhar os agressores de toda a violência, tanto de mulheres como de gênero, para atendimento intensivo junto de uma psicóloga.
DADOS
O Brasil está em 5º lugar como país que mais apresenta feminicídio no mundo, segundo pesquisa divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar dos 12 anos da Lei Maria da Penha, em Santa Cruz do Sul, segundo a DEAM, de janeiro até julho de 2018, 814 ocorrências foram registradas, uma média de 135 por mês. Deste número, 273 são ameaças, 156 lesões corporais e 14 agressores presos em flagrante. O número de medidas protetivas indeferidas é assustador, são 312 casos de agressão sem solução. Outras 95 medidas foram deferidas durante ano.
Outro dado assustador e apontado durante reunião foi o número de visitas realizadas pela Brigada Militar às mulheres que registram ocorrências de violência. Somente em agosto 71 vítimas prestaram queixa e foram visitadas pelo órgão de segurança. Na semana passada 11 medidas protetivas foram buscadas no Fórum de Santa Cruz do Sul e inúmeras denúncias foram realizadas através do 190.
Escritório de Defesa dos Direitos da Mulher: (51) 3715 9305
Delegacia da Mulher: (51) 3713 4340
Delegacia de Polícia: (51) 3711 2121
CREAS Acolher (51) 3715 8068
Brigada Militar: 190
Polícia Civil: 197














