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Rio Pardo: Jacuí chega a 18,8 metros

LUANA CIECELSKI
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Um dos maiores rios do Estado, o Jacuí, atingiu nessa terça-feira, 29 de dezembro, a marca de 18,89 metros, 10,4 acima do nível normal. Como consequência, Rio Pardo, cidade que é banhada por suas águas, está enfrentando a maior enchente da história desde 1941. No total, 67 famílias estavam desabrigadas na tarde de ontem e todos os balneários do município estão submersos.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Rio Pardo, Sargento Jorge Poeta, a situação que já é bastante complicada foi agravada porque essa já é a terceira grande enchente de 2015. No alagamento de outubro, por exemplo, que era até então o mais grave, o rio chegou a atingir 18,75 metros. “O pessoal ainda estava se recuperando”, lamentou Poeta.

Outro grande problema detectado pela Defesa Civil de Rio Pardo, foi o fato de que nas cabeceiras do rio e nas regiões onde estão seus afluentes (rios menores que desaguam no Jacuí), também houve uma grande quantidade de chuva. “Por isso, hoje ainda, mesmo que tenha parado de chover, o nível da água continua subindo um pouquinho”, explica Jorge. Para ajudar, também não há muita vazão da água, porque o Rio Guaíba, que é onde o rio Jacuí desagua, também está cheio.

 No último domingo, o prefeito Fernando Schwanke visitou as áreas com o então governador interino, Edson Brum

“No entanto, estamos conseguindo manter a situação sob controle e aos poucos vamos trabalhando”, tranquiliza Poeta. Segundo ele, a principal orientação que está sendo passada às famílias, é que elas não esperem a água entrar dentro das casas e não deixem para sair à noite, pois nesses dois casos o atendimento é mais difícil.

No caso da cheia atual, o alerta foi dado na sexta-feira, 25 de dezembro, depois das fortes chuvas do dia anterior. Aos poucos, algumas famílias foram sendo retiradas de suas casas pela água e ontem à tarde, das 67 famílias desabrigadas, 60 estavam em casas de familiares que os acolheram. Porém a Prefeitura de Rio Pardo também está oferecendo abrigos, como é o caso das outras sete famílias.

De acordo com Jorge, quem está se sentindo em situação de vulnerabilidade deve acionar o mais rápido possível a Defesa Civil, procurar auxílio na Secretaria de Assistência Social de Rio Pardo, ou ainda nos CRAS da Ponte ou do Jardim Boa Vista. Já as famílias que possuem casa em algum dos balneários – destinos de muitos santa-cruzenses no verão – devem esperar a água baixar. “Não há nenhum telhado fora da água”, disse o coordenador da Defesa Civil. Por isso não adianta ir até lá agora. Passada a cheia do rio é que será possível contabilizar qualquer estrago.

Ajuda do Estado e da União

No último fim de semana, logo que a chuva parou, o então governador interino do Rio Grande do Sul, Edson Brum visitou as áreas atingidas em Rio Pardo, sua cidade natal, após sobrevoar com a presidente Dilma Rousseff a região da fronteira oeste do Rio Grande do Sul, região fortemente atingida pela chuva também.

A visita aconteceu na companhia do prefeito de Rio Pardo, Fernando Schwanke e de acordo com Jorge Poeta, as expectativas agora são de que o Estado auxilie com verbas o município. “Nós não estamos precisando de doações porque ainda temos muita coisa, daquilo que foi doado em outubro, em estoque. Mas ajuda financeira do governo estadual e da União são bem vindas”, explicou.