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RS está preparado para ajudar no resgate

Área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho, MG

Rosibel Fagundes
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Uma equipe de Bombeiros do Rio Grande do Sul se prepara para auxiliar no resgate às vitimas do rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, Minas Gerais. O governador Eduardo Leite entrou em contato com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema colocando a equipe à disposição. Os cinco bombeiros de Santa Maria e cinco de Porto Alegre, além de cinco cães da raça labrador treinados no salvamento de pessoas desaparecidas devem embarcar nos próximos dias. O deslocamento deve ser feito por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). No entanto, a partida depende apenas de uma sinalização por parte do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. 
Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel César Eduardo Bonfanti, os bombeiros que trabalham no local da tragédia alegaram que no momento a força tarefa já conta com uma equipe bastante grande de socorristas. Além das pessoas cadastradas como voluntárias existem moradores e familiares das vítimas auxiliando. O deslocamento terrestre também depende de autorização devido a grande quantidade de lama no solo. “A avaliação no local da tragédia é feita diariamente e estamos preparados. Com a chegada da equipe de Israel talvez não seja preciso nosso deslocamento, mas de qualquer forma estamos com os materiais e equipamentos todos separados. Estamos somente aguardando uma solicitação deles”, garantiu Bonfanti.

60 mortos e 292 desaparecidos

O último boletim divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, na manhã desta segunda-feira, revelou que o número de mortos já chega a 60.  De acordo com o porta-voz do órgão, tenente-coronel Flávio Godinho, 382 pessoas foram localizadas, e 191 foram resgatadas e 292 permanecem desaparecidas. Dos 60 mortos, 19 foram identificados até o momento. Há ainda 135 pessoas desabrigadas.
O rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais ocorreu na tarde de sexta-feira, 25.  A lama destruiu parte das instalações do complexo Córrego do Feijão, que pertence à mineradora Vale.  Aproximadamente 270 brasileiros de vários órgãos e voluntários auxiliam no salvamento. As buscas que chegaram ao quarto dia nesta segunda-feira, ganharam o reforço de 136 militares de Israel. Além dos militares, cães farejadores e sonares usados em submarinos para localizar pessoas em grandes profundidades, com alta qualidade de recepção de imagem e detectores de vozes e ecos foram enviados para auxiliar o trabalho. São cerca de 16 toneladas de equipamentos.

Bombeiros procuram por corpos na região coberta de lama próximo a Brumadinho

Justiça do Trabalho determina bloqueio de R$ 800 milhões da Vale

A pedido do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG), a Justiça do Trabalho autorizou o bloqueio de R$ 800 milhões da mineradora Vale, responsável pela barragem na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu na tarde de sexta-feira (25). Até o momento, a Justiça já determinou o bloqueio de R$ 11,8 bilhões das contas da mineradora. 
Segundo o MPT, a quantia será destinada ao pagamento de direitos trabalhistas, assegurando “as indenizações necessárias a todos os atingidos, empregados diretos ou terceirizados, pelo rompimento da barragem na mina”. Segundo o último balanço oficial divulgado, o número de mortos na tragédia já chega a 60 e 292 pessoas continuam desaparecidas.
Na decisão, a juíza Renata Lopes Vale, do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3), também obriga a Vale a continuar pagando os salários dos trabalhadores desaparecidos a seus parentes e familiares. A medida deverá vigorar “até a resolução da situação pendente em que se encontram (constatação efetiva ou jurídica de vida ou de óbito)”.
A empresa também deverá arcar com despesas de funeral, translado de corpo, sepultamento de todos os trabalhadores mortos em função do rompimento da barragem. A Vale tem 10 dias, a partir da notificação, para apresentar cópia de seu Programa de Gerenciamento de Riscos, entre outros documentos.
A Justiça mineira determinou o terceiro bloqueio de valores da mineradora Vale, desde o rompimento das barragens da Mina Córrego do Feijão, no município de Brumadinho (MG), na tarde de sexta-feira (25).
No sábado (26), a Justiça de Minas Gerais já havia bloqueado R$ 10 bilhões da mineradora. Por determinação da juíza Perla Saliba Brito, a fim de garantir recursos para medidas emergenciais e a reparação de danos ambientais decorrentes do rompimento da barragem, R$ 5 bilhões foram bloqueados. Horas depois, a Justiça mineira determinou o bloqueio de mais R$ 5 bilhões para ressarcir danos e perdas às vítimas em geral.
Ainda no sábado (26), o juiz Renan Chaves Carreira Machado, responsável pelo plantão judicial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte, ordenou o bloqueio de R$ 1 bilhão da mineradora.
Fonte: Agência Brasil