Nelson Treglia
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Pela primeira vez, um país sul-americano vai sediar os Jogos Olímpicos. A maior competição esportiva do planeta será realizada no Brasil, a partir de 5 de agosto, no Rio de Janeiro. Um mês antes, no dia 5 de julho, uma terça-feira, Santa Cruz do Sul receberá o revezamento da tocha olímpica. Pessoas que exercem atividades relevantes na comunidade regional, algumas delas inclusive com projeção nacional e internacional, carregarão a tocha em Santa Cruz. O ‘Riovale Jornal’ entrevistou quatro deles para esta edição que você tem em mãos ou está lendo via internet (nas próximas edições, outros condutores serão entrevistados). Os nossos entrevistados de hoje são: Jaqueline Tatsch Motta, Lenara Teixeira, Roberta Etges e Sérgio Rosa. Confira!
Lenara: legado em prol da natação e das crianças

Uma das condutoras da tocha olímpica em Santa Cruz do Sul será Lenara Teixeira. Professora de Educação Física e formada há 25 anos, ela trabalha agora especificamente com natação e hidroginástica na Academia Fitnesslife, que atende crianças de seis meses até adolescentes e adultos. Com satisfação, ela fala sobre o trabalho que realiza na natação infantil: “Nós temos cuidado com as crianças a respeito de afogamento infantil. Fazemos um trabalho bem bacana, que tem uma repercussão muito boa através do Instituto da Natação Infantil”, revela.
Com o slogan “Aulas de natação salvam vidas”, ela está na organização da maior aula de natação do mundo, que ocorrerá no dia 24 de junho. “Todo ano a gente tenta bater o recorde”, recorda Lenara. A iniciativa, que recebe apoio dos Bombeiros e da mídia, procura superar o recorde do “Guinness Book”.
Para participar do revezamento da tocha olímpica, a estagiária Carolina Koehler indicou a professora aos patrocinadores dos Jogos Olímpicos e “fez um texto muito lindo”, diz Lenara. Leia, a seguir, o encerramento do texto: “A paixão que Lenara demonstra ter acerca do seu trabalho e seus alunos é inspiradora, e acompanhar o desenvolvimento das crianças e adolescentes que por ela passam é inexplicável, pois elas não aprendem somente as técnicas do esporte, mas através delas desenvolvem também valores de respeito e determinação, que as acompanharão pelo resto de suas vidas”, escreveu Carolina.
Ao ‘Riovale Jornal’, sobre a condução da tocha olímpica, Lenara Teixeira garante: “É muita honra e emoção, me orgulho do meu trabalho, colegas e alunos, que vou representar levando os ideais olímpicos de amizade, respeito e excelência”.
Roberta: multicampeã da patinação

Aos 15 anos, a patinadora Roberta Etges já tem uma bela e vitoriosa trajetória no esporte. Não são poucos os feitos de sua carreira. Ela já foi tricampeã brasileira, conquistou dois bronzes na Copa Interamericana e dois vice-campeonatos sul-americanos na Classe Promocional. Além disso, é pentacampeã da Copa Mercosul. E o número de títulos estaduais? Verdadeiramente impressionante. Roberta já foi mais de 40 vezes campeã gaúcha de patinação.
São muitos títulos estaduais, nacionais e internacionais. Isto lhe rendeu uma honraria muito significativa: foi chamada pelo poder público municipal para conduzir a tocha olímpica em Santa Cruz do Sul. “É uma enorme honra, tanto por ser o símbolo do esporte mundial quanto por saber que a patinação, que é um esporte pouco apoiado, estará, ao menos, envolvida com o espírito olímpico”, diz a jovem e talentosa Roberta Etges.
“Papelito”: a arte se une ao esporte

Talento artístico em prol das comunidades. Assim pode ser definido o trabalho de Sérgio Rosa, ator de teatro e escritor. De Venâncio Aires, levando sua mensagem para várias localidades do Brasil. Ele representa o personagem “Papelito” e está em cartaz há quatro anos com um espetáculo teatral de incentivo à leitura de livros e valorização do meio ambiente. Sérgio já se apresentou em 100 municípios gaúchos, catarinenses, paranaenses, paulistas e mineiros, em mais de 140 escolas e 50 eventos literários, para mais de 45 mil estudantes e professores. “Incentivar a leitura de livros é o feito pelo qual tive o reconhecimento e merecimento para conduzir a tocha olímpica. Meu projeto não é esportivo, mas tem o espírito olímpico, pois o verdadeiro espírito olímpico é quando fazemos algo capaz de transformar a vida das pessoas para melhor”, define o ator.
E, como ocorreu a escolha de Sérgio para ser um condutor da tocha olímpica em Santa Cruz do Sul? Ele mesmo relata: “Minha esposa Josiane Bergmann me indicou e contou minha história no site do Bradesco, falando sobre meu projeto de incentivo à leitura de livros. O Bradesco aceitou e me indicou para o comitê olímpico”.
Para Sérgio Rosa, carregar a tocha olímpica representa uma forma de reconhecimento “por aquilo que acredito e faço com toda verdade”. “Quando estiver conduzindo esse que é o maior símbolo do esporte mundial, as pessoas que conhecem meu trabalho saberão que a Tocha é Olímpica, mas a chama é da leitura”, garante. Sérgio lembra que percorreu milhares de quilômetros por diferentes destinos levando seu projeto, mas crê que “esses serão os duzentos metros mais especiais que farão parte da minha história, os quais lembrarei para a vida toda e terei muito orgulho de sempre relembrá-los”.
Jaqueline: paixão pelo esporte, por um futuro melhor

Jaqueline Tatsch Motta sempre gostou de fazer atividades esportivas. Há dois anos, ela pratica corrida de rua, que considera “uma superação a cada treino”. Por quê? Ela responde: “Porque trabalha corpo e mente, sem falar na saúde e bem-estar, e sou sócia-proprietária da loja JM Sport, que é também um dos meus maiores desafios, pois temos que estar sempre atentos aos lançamentos esportivos em todas as suas modalidades”.
Uma pessoa que possui tanta ligação com o esporte terá a honra de conduzir a tocha olímpica em Santa Cruz do Sul. Jaqueline conta que a oportunidade surgiu através da empresa Nissan, com a promoção #quem se atreve# a Ser um Condutor da Tocha. “Através de uma seleção, o participante conta sua história de superação no esporte. Minha história foi escolhida e hoje sou um dos 12 mil condutores da tocha com muito orgulho”, relata.
E, para ela, o que representa carregar a tocha olímpica? “É maravilhoso, porque é uma oportunidade única de carregar o símbolo da união dos povos, o símbolo da superação humana numa competição saudável entre os países e sem falar que é no Brasil, nosso país guerreiro e acolhedor”, diz Jaqueline.
A esportista realça a importância dos Jogos Olímpicos realizados pela primeira vez no Brasil, com o fator adicional de ser uma condutora da tocha olímpica. “É uma emoção inexplicável, e que (os Jogos) nos tragam muita Paz e um futuro melhor para nossos jovens.” Este é o desejo de Jaqueline Tatsch Motta.














