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Segundo estatísticas entre 2% a 3% da população do país caem nesse tipo de golpe
VAGNER CERENTINI
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Muitas vezes a vontade de ganhar dinheiro fácil cega às pessoas e levam-nas a fazer coisas sem sentido. Um bom exemplo disso são aquelas mensagens de celular que muitos de vocês já devem ter recebido, informando que ganharam um determinado valor de dinheiro sem que tivessem se inscritos em sorteio algum.
É sobre isso que o advogado Edison André Rabuske nos convidou para ter uma conversa. Ele conta que um dos seus clientes caiu em um golpe parecido dias atrás. A fim de alertar as pessoas Rabuske explica como é o processo que os criminosos utilizam para aplicar o golpe.
“Primeiro os criminosos, se passando por uma operadora de celular, enviam um SMS a vítima informando que ela ganhou um determinado valor em dinheiro, mais especificamente no caso do meu cliente, R$ 25 mil, a vítima verifica o depósito, após isso o bandido pede que ela deposite outro valor de volta em suas próprias contas, alegando que isso faz parte do procedimento”, explicou o advogado.
Edison conta que os criminosos fazem um falso depósito na conta da vítima, enviando um envelope informando o valor, que na verdade está vazio. “Infelizmente alguns bancos registram imediatamente o valor que está estipulado no envelope, e que mais tarde quando é conferido, certificam que não há nada dentro”, relata Rabuske.
“A pessoa ao ver todo aquele dinheiro depositado em sua conta automaticamente passa a acreditar que a situação é real, e cai no golpe”, salienta Edison. Segundo estatísticas entre 2% a 3% da população do país caem nesse tipo de golpe.
Ele explica que normalmente as pessoas que praticam esse tipo de crime, criam contas apenas para aplicar o golpe e após a vítima retornar o depósito solicitado, eles sacam todo o dinheiro e excluem a conta. “As contas criadas por eles geralmente são feitas com o uso de documentos falsos para que não possam ser identificados pela polícia”, acrescentou.
Como evitar
Segundo o advogado, as pessoas devem sempre verificar a fonte, a origem, de mensagens como essas. “Não só neste caso, mas em qualquer ato suspeito, deve se tentar conseguir o maior número de dados de quem está do outro lado da linha. Há vários indícios a serem verificados antes de chegar ao ponto de depositar na conta de alguém um valor como este”, observou.














