Início Especiais … sem esquecer o passado

… sem esquecer o passado

LUANA CIECELSKI
[email protected]

Se o futuro é um grande desconhecido, que vem ali adiante ao encontro de todos nós, o passado é um velho amigo. Especialmente quando as lembranças são boas. E esse é o caso do passado de Lauro Brum, hoje proprietário da Belfaactus Seguros, e que foi presidente do Clube União em 1978.

“As lembranças que ficaram não são boas, são muito boas”, brinca. Segundo ele, as amizades que fez no clube foram para a vida toda, os eventos dos quais participou foram inesquecíveis, o ambiente que havia na época com a participação das famílias que se aproximavam, formando uma grande família, foram muito benéficas. “Minhas próprias filhas viveram muitas coisas ali dentro e iniciaram suas vidas sociais ali”, ele rememora. “Todas essas participações em sociedade eram só alegria”.

Lauro Brum: momentos inesquec’veis

Ele também lembra do trabalho feito. “Na minha época como presidente, formou-se uma equipe muito boa e fizemos muitas coisas juntos”. Uma dessas coisas foi a aquisição da Sede Campestre. Lauro lembra que primeiro a comissão responsável por buscar a construção da Sede Campestre olhou um terreno no atual Distrito Industrial, onde hoje funciona a Universal Leaf Tabaccos, e que muitos outros locais foram visitados.

A busca era por um lugar perfeito. E um dia, acompanhado de um corretor a equipe foi até um terreno na região norte da cidade. “Chegando lá havia uma capoeira que foi sendo cortada pelo próprio corretor a facão. Então chegamos no terreno e nos deparamos com uma vista muito bonita”. Lauro então deu-se conta de que a escolha estava praticamente feita. E de fato, bastou apresentar a ideia para os demais integrantes da diretoria e associados e a negociação começou a ser feita.

Um conselho para as novas gerações

Lauro Brum reiterou durante vários momentos da entrevista: as amizades e os momentos vividos no clube foram fantásticos. Por isso questionei sobre o que ele pensava da relação das gerações atuais com os clubes. A resposta foi um grande conselho.
    
O ex-presidente pensa, diferentemente do atual presidente Renato Teixeira, que dificilmente as pessoas vão voltar a ter uma relação com os clubes como elas já foram um dia, mas que ele diz que, assim como Renato, ficaria muito feliz se isso acontecesse, não só pelo benefício que o clube teria, mas pelas próprias pessoas.

“Hoje em dia é aquele salve-se quem puder e quase ninguém mais tem tempo para viver em sociedade, para praticar um lazer. A gente tá sempre muito envolvido com coisas, a gente não para mais. O tempo passa rápido demais.”, ele comenta. “E era muito bom quando a gente tinha tempo”, ele acrescenta.

Por isso ele pensa que as pessoas deveriam retornar as relações como eram antigamente, deveriam participar mais da sociedade outra vez, porque participar da sociedade não é uma futilidade como podem pensar algumas pessoas, mas é principalmente preocupar-se com a comunidade, querer ajudar uma pessoa próxima, fazer algo por alguém. É também dar um tempo para si mesmo às vezes. “E era muito bom. Rendia situações muito felizes. Gostaria que as pessoas voltassem a sentir isso”, ele finaliza.

De qualquer forma, 38 anos após seu mandato como presidente do clube, Lauro sente que a missão foi cumprida. “Ficou a sensação de alegria por ter um pedaço de mim na história do clube”, revela. “É bom olhar para a instituição e ver que teu suor tá ali, que tu fez alguma coisa pela sociedade. E é melhor ainda saber que houve continuidade e que tudo o que fizemos continua a disposição das pessoas”.