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Tabaco está entre os que menos demanda defensivos

Um estudo divulgado recentemente atesta que a demanda e o dispêndio relativo de defensivos agrícolas no tabaco são uma das menores entre as principais culturas do agronegócio brasileiro. Segundo as informações levantadas por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, que pertence à Universidade de São Paulo (USP), outras 17 culturas demandam um peso maior de ingredientes ativos por hectares plantados.

Na pesquisa intitulada “Demanda e Dispêndio Relativo de Defensivos para as Principais Culturas Agrícolas do Brasil”, os dados apresentados são de diversas entidades representativas do setor produtivo, como o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). O material levanta o quanto cada setor comprou para utilização em plantações, especificando a quantidade de herbicidas, fungicidas, inseticidas e acaricidas.

Segundo o levantamento, para a cultura do fumo foi encontrado um valor de 0,63 g por hectare de herbicidas, 0,21 g/ha de inseticidas e 0,18 g/ha de fungicidas, que somados atingem o valor de 1,01 kg de ingredientes ativos na demanda relativa de defensivos agrícolas por hectare. Dessa forma a cultura do fumo apresentou a segunda menor demanda relativa entre as 19 culturas analisadas, enquanto para o tomate a variável sobe para 46,87 kg por hectare, seguido pela maçã (39,18 kg/ha), batata inglesa (31,60 kg/ha) e algodão (14,51 kg/ha).

Em quantidade total de defensivos comprados, aparece na liderança a produção de soja, que em 2016 comprou mais de 210 mil toneladas, o equivalente a mais de US$ 5 bilhões. Enquanto isso, o tabaco figura como o a quinta cultura que menos comprou os produtos tóxicos, com 389 toneladas e US$ 27 milhões gastos.