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Tarifa de ônibus é alvo de nova manifestação

LUANA CIECELSKI
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O recente aumento da passagem do transporte coletivo urbano de Santa Cruz do Sul foi alvo de uma nova manifestação na manhã da última quarta-feira, 20 de junho. Integrantes do Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz do Sul e Região, da União dos Estudantes Santa-Cruzenses (UESC), do Movimento de Mulheres em Luta (MML) e da CSP-Conlutas realizaram um ato junto a Praça Getúlio Vargas, uma caminhada pela Rua Marechal Floriano e outra manifestação na Praça da Bandeira. O grupo, representado por uma comissão, também fez a entrega de um documento à Prefeitura. 
De acordo com o presidente do sindicato, Afonso Schwengber, por meio do documento foram solicitadas a diminuição do valor da tarifa – porque ela é considerada “abusiva” – e a extinção da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Agerst). “Ela não representa os interesses da comunidade e dos trabalhadores de Santa Cruz. Nós queremos um conselho nos moldes do Conselho Municipal de Saúde, onde os conselheiros são voluntários”, explicou. O grupo foi recebido pelos secretários municipais de Comunicação, Régis de Oliveira Júnior, de Transportes e Serviços Urbanos, Gérson Vargas, e pelo chefe de Gabinete, Délsio Meyer. A reunião durou cerca de 40 minutos. 
“Fomos bem recebidos e ouvidos e o documento foi entregue, mas infelizmente o Secretário de Comunicação considera as nossas reivindicações uma bobagem. A sensação que temos, é a de que eles não conhecem a realidade da comunidade”, destacou o presidente da UESC, Matheus Mello. De acordo com Afonso, o sindicato vai aguardar uma resposta do prefeito, e se ela não vier, novas manifestações serão organizadas. “Nós vamos voltar. Queremos um retorno. Eles que não pensem que vão engavetar o assunto. Queremos que nossas reivindicações sejam atendidas, porque não podemos pagar essa conta”, disse. 

PREFEITURA

Pouco depois da realização da reunião, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Comunicação, divulgou uma nota tratando do assunto. De acordo com o texto, “o documento (entregue pela comissão) será repassado ao prefeito Telmo Kirst e também será tornado público à Agerst”. O material destacou ainda que “com a redução do óleo diesel, em decorrência da greve dos caminhoneiros, o prefeito encaminhou à agência reguladora, um novo estudo para revisão da tarifa, porém ainda aguarda pela manifestação do órgão”. Confira a nota na íntegra no box. 

DISSÍDIO

Outra pauta da manifestação realizada pelo Sindicato dos Comerciários foi a do dissídio coletivo. Logo cedo, na manhã de quarta-feira, ainda na Praça Getúlio Vargas, a direção do Sindicato recebeu comerciários para debater o reajuste que ainda segue indefinido. Logo depois, por volta das 9h30, quando alunos de diversas escolas do município já haviam se somado à manifestação, o grupo se dirigiu e parou em frente à empresa de propriedade do presidente do Sindilojas, para pressionar o sindicato patronal a assinar o dissídio coletivo e reajustar o salário da categoria. 

Nota divulgada pela Prefeitura

“Uma comitiva formada por representantes do Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz do Sul e Região, União dos Estudantes Santa-Cruzenses (UESC), CSP Conlutas e Movimento de Mulheres em Luta (MML) de Santa Cruz do Sul foi recebida no Palacinho, na manhã desta quarta-feira, dia 20, pelos secretários municipais de Comunicação, Régis de Oliveira Júnior, de Transportes e Serviços Urbanos, Gérson Vargas, e pelo chefe de Gabinete, Délsio Meyer. Eles entregaram ao governo municipal um documento, no qual pedem a redução da tarifa do transporte coletivo e também a extinção da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Agerst).
Conforme o secretário de Comunicação, o documento será repassado ao prefeito Telmo Kirst e também será tornado público à Agerst. Régis lembrou no ato que, com a redução do óleo diesel, em decorrência da greve dos caminhoneiros, o prefeito encaminhou à agência reguladora, um novo estudo para revisão da tarifa, porém ainda aguarda pela manifestação do órgão.
O secretário afirmou ainda que a Prefeitura é responsável por decretar o valor da passagem, porém a definição desse valor cabe à Agerst, com base nos cálculos dos custos das empresas. Ele disse que a Prefeitura acolhe e entende a manifestação da população, mas que todas os procedimentos serão feitos dentro da legalidade”.