Ana Souza
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Arlindo Bolson, 64 anos, é um exemplo de trabalhador. Há 35 anos, ele exerce a profissão de taxista. E, com orgulho, conta que através de seu trabalho conseguiu com que seus cinco filhos fizessem uma faculdade. “Eu residia em São Pedro do Sul antes de vir para Santa Cruz e com meu trabalho de taxista consegui dar estudos para meus filhos, tem quatro residindo na cidade e um que mora nos Estados Unidos. Quando preciso, eles me ajudam no trabalho com as corridas de táxi.”
Primeiramente Bolson trabalhava no ponto do Hotel Charrua, até conseguir ter um ponto de táxi próprio que está localizado na esquina do Colégio Goiás, na Rua Carlos Trein. “Há 23 anos estou trabalhando como autônomo. No ponto, consegui construir um espaço para nos abrigar e oferecer um serviço de qualidade. Tenho dois táxis, sendo que também faço parte da Associação de Rádio Táxi de Santa Cruz. Sempre trabalhei com o foco de ter um negócio próprio, virava noites trabalhando e realizei o que queria.”
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Para Arlindo, ser taxista é motivo de muito orgulho. “Gosto do que faço e me acostumei com meu trabalho. Percebi que conseguia ganhar mais trabalhando como autônomo do que como funcionário de uma empresa. Às vezes prefiro vir trabalhar do que ficar em casa. Tudo o que conquistei se deve à minha profissão.”
Amizades também fazem parte da vida do taxista. “Adquiri muito amigos no decorrer da minha profissão. Tem uma senhora de 97 anos que sempre busca por meus serviços. Sempre tive uma clientela boa e fiel.”
MARCAS DA PROFISSÃO
No exercício da profissão de taxista há uma grande preocupação com as questões referentes à segurança. “Já sofri assaltos, inclusive quando uma das minhas filhas estava nascendo e também no Dia de Natal. No táxi vivemos coisas boas e coisas ruins.”
Bolson lembra que seu trabalho iniciou no tempo em que os veículos Brasília e Fusca despontavam. “A evolução é muito grande de um tempo para cá. As condições estão bem melhores, os veículos são bem mais equipados. Hoje, com o incentivo do Governo, os taxistas conseguiram melhorar os carros e oferecer um trabalho com mais qualidade.”
Fotos: Ana Souza

Taxista Arlindo: “Exercer esta profissão é um orgulho”

Arlindo Bolson tornou-se dono do próprio negócio e conseguiu construir o ponto na esquina da Escola Goiás














