Jéssica Ferreira
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Em campanha por recomposição salarial, servidores da Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul entraram em greve desde o dia 9 de junho, terça-feira, por tempo indeterminado. Conforme a portaria nº 3.073/2015, foram estabelecidas medidas a serem adotadas durante a greve, com o objetivo de minimizar prejuízos aos cidadãos. A portaria determinou às unidades judiciárias e administrativas a manutenção de 30% do efetivo durante o período em que perdurar o movimento, para a garantia das atividades essenciais, especialmente medidas judiciais urgentes, dando-se prioridade ao serviço de protocolo, à realização de audiências e à expedição de alvarás. Em Santa Cruz do Sul, o Doutor Celso Fernando Karsburg, juiz do Trabalho e diretor do Foro do município, no uso de suas atribuições legais e regulamentares, considerou a participação da 4ª Região por tempo indeterminado na situação de greve, conforme os servidores do Judiciário Federal.
Em assembleia geral realizada na última quinta-feira, 11, os servidores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul responderam com força à nova manobra do dia anterior, articulada pelo governo Dilma e pelo próprio STF, quando foi adiada para o dia 30 a votação do PLC 28/2015, que trata da reposição salarial da categoria. Com o auditório das varas trabalhistas completamente lotado, os servidores não mudaram sua posição, isto é, foi determinado que a greve continuará e além disso, seria ampliada e fortalecida.
No Rio Grande do Sul, a cada dia são registradas novas adesões. Para fazer a greve crescer ainda mais e fortalecer a luta pela reposição salarial, nesta quarta-feira, 17, a categoria fará uma caminhada da 1ª Instância da JF até o TRE Duque, em Porto Alegre, com realização de assembleia geral estadual, onde estará presente o interior do estado.













