
Foto: Rodrigo Assmann
Fabrício Goulart
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Santa Cruz do Sul já reúne diversos elementos capazes de transformar suas atrações em experiências voltadas para o turismo. A avaliação é do empresário Guilherme Paulus, fundador da CVC, que participou, na terça-feira, dia 18, da reunião-almoço Tá na Hora no Hotel Águas Claras. O encontro teve como tema “Turismo de Experiências: emoção, memória e significado” e foi promovido pela Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul.
Com mais de cinco décadas de atuação no setor, Paulus defendeu que o turismo seja pensado de forma integrada entre os municípios e o Estado. Para ele, a cidade possui atrativos suficientes para receber visitantes, mas precisa criar motivos para que permaneçam mais tempo. “São coisas que a gente acaba provocando”, afirmou.
A gastronomia aparece como um dos principais caminhos para fortalecer o turismo regional. Ele citou exemplos de diferentes países que transformaram a culinária em parte fundamental da experiência dos visitantes. Neste sentido, a identidade cultural de Santa Cruz também pode ser um diferencial. A colonização alemã, segundo ele, oferece uma base importante para o desenvolvimento de produtos turísticos – e não apenas por causa da Oktoberfest.
Paulus defendeu a criação de atividades distribuídas ao longo de todo o ano, citando como referência destinos como Gramado. “É criar turismo livre de eventos, desde bares a restaurantes. É o que movimenta toda a sociedade”, destacou.
Participação da comunidade
Mais do que infraestrutura e divulgação, Paulus considera que o desenvolvimento turístico depende também da participação da própria comunidade. “Quem tem que comprar essa ideia são os próprios moradores da cidade, que querem ter a arte de bem receber”, afirmou. Para ele, a hospitalidade é parte essencial da experiência turística. Não basta criar uma atração se o visitante não encontrar uma cidade preparada para recebê-lo.
A transformação na maneira como as pessoas escolhem seus destinos também foi abordada. Paulus reconheceu a importância das redes sociais e de ferramentas digitais, como o QR Code, para apresentar atrações e facilitar o acesso às informações. Mas fez uma ressalva sobre o papel dos influenciadores digitais: para ele, o agente de viagens continua sendo um dos principais influenciadores do setor pela capacidade de oferecer conhecimento. “Ele é o maior influenciador”, afirmou.
Para Paulus, viajar também representa uma forma de ampliar conhecimento e cultura. É justamente nessa combinação entre descoberta, memória, gastronomia, cultura e hospitalidade que ele vê o futuro do turismo de experiência.













